O veterano velocista, que nos Jogos Olímpicos de Atlanta’96 (EUA) integrou a comitiva cabo-verdiana, sem que entretanto pudesse competir, aproveitou a sua estadia em férias para conhecer a pista da maior infraestrutura desportiva do País e, assim, transmitir aos praticantes nacionais conhecimentos técnicos (teoria e prática) que lhes permitam aperfeiçoar a técnica e melhorar as suas marcas.

Alfayaya Ferreira manifestou a imprensa a sua satisfação em poder dar o seu contributo, direta ou indiretamente, para o desenvolvimento do atletismo em Cabo Verde, realçando que trouxe novidades que permitam motivar cada vez mais os jovens atletas a procurarem atingir maiores patamares.

Antigo bolseiro da Solidariedade Olímpica, disse estar sempre disponível para partilhar com os conterrâneos tudo o que aprendeu nos centros de rendimento de alta competição da Espanha, onde integrou-se a partir de 1996, ressalvando ter sido o segundo atleta estrangeiro a beneficiar de uma bolsa olímpica neste centro de Espanha, construído em 1992.

Considera ter realizado o seu sonho como atleta, já que após o término da Bolsa Olímpica firmou-se no Futebol Clube Barcelona em 1999, ainda que tivesse “perdido uma oportunidade para materializar um outro sonho que era de representar Cabo Verde nos Jogos Olímpicos de Sidney (Austrália)”.

Representou ainda o Sport Lisboa e Benfica, por uma temporada, e regressou a Barcelona onde terminou a carreira profissional, para logo de seguida formar-se como “personal training”, funções que continua a desempenhar nesta cidade espanhola.

Transcorridos agora 22 anos depois do seu primeiro contacto com os Jogos Olímpicos (Atlanta1996), Alfayaya Ferreira mostrou-se encantado com a qualidade da pista do Estádio Nacional, e lembrou que sempre que regressava ao arquipélago reclamava da inexistência de uma pista à altura, pelo que considera que “Cabo Verde deu um passo significativo para o desenvolvimento do atletismo”.

Por isso, promete continuar a trabalhar com os atletas e com a gestão do Estádio Nacional, ainda que de longe, mediante informações teóricas imprescindíveis como planos de treino, para que os atletas, sobretudo os velocistas, consigam assimilar as novas metodologias e põe as mesmas em prática.