Este dirigente desportivo falava à Inforpress sobre a decisão de cancelamento de todas as competições desportivas referente a temporada 2019/20, reflectindo que já tinha consciência de que esta seria a decisão do Governo depois de inicialmente se ter adiado as competições.

“Teremos agora que respeitar esta decisão e depois de se tomar esta medida entendemos que não estamos em condições de dizer se foi uma decisão acertada ou não, ou se houve alguma precipitação tendo em conta que é uma situação inédita em Cabo Verde e no mundo”, considerou Carlos Lima, que entende que desta forma está a ser neutro preferindo não emitir uma opinião concreta em relação ao assunto.

“Neste caso, na Boa Vista estava já numa posição diferente sendo que já tínhamos um campeão, com todas as perspectivas da equipa que iria representar a ilha no campeonato nacional”, assegurou o dirigente que assevera que “a ansiedade da equipa foi água-abaixo, por causa desta pandemia”.

Entretanto, Carlos Lima defende que agora cabe ao Governo e ao Ministério do Desporto verem uma forma de atribuir um subsídio ou verbas aos clubes para os ajudar com as despesas que fizeram durante a época.

Isto porque, conforme analisou, todas as equipas tiveram suas despesas e investimentos para tentarem ganhar o campeonato logo, ao seu ver, as despesas estão ali. Por isso, coloca a questão de como conseguir pagá-las sabendo que todas as equipas correm atrás dos seus patrocínios.

“Algumas equipas certamente tinham patrocínios para receber, mas dado à situação as empresas poderão dar para atrás na decisão, o que é normal, caso tinham ideia de dar alguma ajuda”, afiançou.

Carlos Lima disse ainda que espera que até finais de Setembro o Governo tome outra posição sobre este cancelamento para que as outras ilhas e regiões venham a determinar os seus campeões regionais e que até finais de Outubro ou até Novembro se faça o final do campeonato nacional.

Para o dirigente desportivo há que entender que é uma situação difícil e congratulou-se pela ilha da Boa Vista estar mais tranquila mas deixou o apelo para não se baixar a guarda porque ainda não se está livre desta pandemia do novo coronavírus.

“Se todos continuarem a seguir as normas recomendadas e impostas acho que conseguiremos ultrapassar esta fase apesar de que a vida não ficará igual, vamos viver diferente adaptados ao novo sistema”, afirmou.

O presidente da ARFBV aproveitou para enviar uma mensagem de agradecimento e apoio às instituições do Estado, ONG, autarquias, polícia nacional, forças armadas e, principalmente, “tirar um chapéu grande” para os profissionais do Ministério da Saúde “que estão nesta luta no dia-a-dia para a nossa saúde”.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.