A prova realiza-se sábado e domingo na cidade da Praia, mais concretamente no polidesportivo Váva Duarte e no Estádio Nacional, envolvendo 137 participantes, de entre dirigentes e atletas, de todos os concelhos, mas o presidente do COPAC, Rodrigo Bejarano, manifestou a sua tristeza à Inforpress, alegando que não obstante todo o discurso virado para a inclusão, na prática não funciona.

É que para Bejarano, quando a organização se responsabiliza pelo alojamento, alimentação, transporte internos, equipamentos e toda a logística dos atletas com deficiência, espera-se contar apenas com a comparticipação das autarquias e parceiros regionais para a deslocação entre ilhas dos seus representantes.

Disse que as câmaras, de uma maneira geral, mostram-se “insensíveis” quanto à prática do desporto, sobretudo para os atletas com deficiência, quando, a seu ver, só existem verbas para “festivais, carnavais e festas”, o que, para ele, algumas destas iniciativas têm contribuído para o fomento da prática do alcoolismo junto dos jovens.

O VIII CANADEP vai ser disputado nas modalidades de atletismo, salto, arremesso de pesos, voleibol e basquetebol em cadeiras de rodas levantamento de peso, e demonstração de ténis virado para pessoas com deficiência de membro superior, provas a serem disputadas no polidesportivo Vává Duarte (modalidades de salão) e no Estádio Nacional (atletismo e cerimónia de abertura).

A organização conta ter o envolvimento dos atletas de todas as regiões desportivas, com o propósito de selecionar os melhores atletas para as próximas competições internacionais.

No âmbito do Campeonato Nacional, a COPAC realiza uma palestra sobre “Influências Climáticas nas Pessoas com Deficiências e primeira assembleia-geral para a criação da Federação Nacional do Desporto Adaptado (FENADA-CV).

SR/ZS