Messi, eleito cinco vezes melhor jogador do mundo, não apenas não marcou nenhuma vez nos dois jogos da Argentina como também perdeu um pênalti no jogo contra a Islândia, estreia de sua seleção no mundial de 2018.
E, depois de um empate e uma derrota, a Argentina corre o risco de não passar da fase de grupos pela segunda vez desde 2002 na competição. Mas essa seria a primeira eliminação prematura desde que Messi passou a defender a camisa da seleção.
Aos 30 anos, o craque tem, ao menos em teoria, idade e energia para jogar mais uma Copa. No entanto, muitos especialistas acreditam que o mundial na Rússia é a última grande chance do artilheiro do Barcelona ganhar um título importante para a Argentina – a maior vitória do jogador com a camisa da seleção foi na Olimpíada de Pequim, em 2008. E, na Copa passada, o time deixou escapar a taça na final contra a Alemanha.
Mesmo no Barcelona, time onde começou a jogar aos 13 anos, o atacante não está tendo boa temporada. O time catalão venceu o campeonato espanhol deste ano, mas caiu nas quartas de final da Champions League pela terceira vez seguida.
Enquanto isso, viu o principal rival, o Real Madrid, dominar o futebol europeu por três vezes consecutivas.
A BBC News listou quatro razões que podem explicar porque Messi não tem brilhado nessa temporada.
1) Esgotamento físico
Na temporada 2017/18 do futebol europeu, Messi jogou 54 partidas. Não entrava tanto em campo desde 2014/15. Essa é uma das médias mais altas do atacante nos últimos cinco anos.
De acordo com as estatísticas do site Transfermarket, o argentino jogou um total de 4.468 minutos e passou uma média de 82,7 minutos em campo em cada partida.
Ainda assim, terminou a temporada marcando 45 gols para o Barcelona.
2) Lesão insistente
Em abril de 2018, o jornal argentino Clarín citou fontes da seleção para afirmar que Messi luta contra uma lesão na coxa direita, que estaria afetando sua capacidade de correr e de mudar de ritmo.
A lesão ficou pública durante os amistosos contra a Itália e Espanha. Com dores musculares, Messi desfalcou o time nos dois jogos.
Na partida contra os espanhóis, Messi assistiu à derrota dos companheiros de time por 6 a 1.
3) Argentina já não é tão boa quanto antes
A Argentina fez uma péssima campanha nas eliminatórias para disputar a Copa de 2018. Só assegurou a vaga na última rodada, graças a uma combinação de resultados.
Messi foi o artilheiro do time na competição, com sete gols. Mas nem assim ele evitou críticas da torcida e dos jornalistas esportivos diante do desempenho medíocre da seleção.
Apesar de ter chegado à final da Copa no Brasil, na qual perdeu por um único gol na prorrogação, a última vez que a Argentina ganhou um mundial foi em 1986.
Nem mesmo o duplo ouro olímpico em 2004 e 2008 amenizou o fato de que, desde a Copa América de 1993, a seleção argentina não ganha um troféu de peso.
4) Cristiano Ronaldo na cabeça
O desempenho espetacular do homem que há muito tempo é rival de Messi e, há pelo menos uma década, é comparado diretamente com ele também não tem ajudado o argentino.
O português Cristiano Ronaldo, atacante do Real Madrid, é, no momento, o artilheiro da Copa de 2018, com quatro gols em dois jogos. Marcou três deles no empate em 3 a 3 com a Espanha e o quarto, de cabeça, na partida contra o Marrocos.
Ninguém parece ser capaz de interromper a boa fase de CR7.
Há dois anos, ele levou Portugal a vencer a Eurocopa 2016. A final do torneio durou apenas 24 minutos para Cristiano Ronaldo, que saiu de maca chorando por causa de uma contusão no joelho.
Ele voltou ao gramado para a prorrogação, atuando como “auxiliar” do técnico Fernando Santos na vitória dos portugueses contra a França.
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