“É tão importante ser um enfermeiro como ser um médico, é tão importante ser um emprego de mesa e de bar como ser um ministro, é tão importante ser um pedreiro como ser um engenheiro. E nós temos em Cabo Verde de valorizar os feitos e não os títulos. O que importa é o que cada um faz por Cabo Verde e não o título que ostenta”, disse.

Olavo Correia, que falava aos jornalistas no final de uma visita de trabalho ao Centro de Emprego e Formação Profissional da Praia, realçou, por isso, toda a aposta do executivo no sector da formação profissional como forma de dar aos jovens cabo-verdianos qualificação e competências para desempenhar o seu trabalho com qualidade e ter uma remuneração condigna.

“É assim que o país avança. E estamos aqui para mudar a vida dos jovens, não subsidiando através do assistencialismo, mas dando-lhes competências para que eles possam viver na base do suor do seu esforço e todos os dias, cada um de nós, a colocar uma pedra para construir um Cabo Verde melhor”, disse.

Neste sentido garantiu que todos os jovens cabo-verdianos, querendo e tendo vontade e atitude, podem ter acesso à formação profissional, independentemente da condição financeira dos pais.

“Nós não podemos permitir que a pobreza dos pais seja um argumento para perpectuação da pobreza do filho. Portanto se os pais não têm condições para garantir que os filhos tenham acesso à formação profissional, o Estado tem essa obrigação de criar essas condições para que os jovens tenham formação e ter uma vida melhor”, sustentou.

Durante a visita ao Centro de Emprego e da Formação Profissional, Olavo Correia foi confrontado com alguns desafios e algumas dificuldades entre as quais a falta de equipamentos para criação de mais oficinas, por exemplo, nas áreas de alimentação e da informática para dar vasão ao mercado de trabalho.

A falta de técnicos é outro factor que tem imperado o melhor desempenho desse estabelecimento, segundo a directora do centro, Celina Semedo.

Confrontando com estas situações, o vice-primeiro-ministro disse que são desafios com solução e reiterou todo o engajamento político do Governo.

“Estou cá para ajudar a resolver os problemas e vencer os desafios. Temos um mandato claro do chefe do Governo para removermos essa barreira e garantir a todos os jovens em Cabo Verde uma oportunidade de formação profissional e de emprego para que cada um possa viver na base do suor do seu próprio esforço”, disse.

A intenção do Governo, segundo Olavo Correia, é de atingir no mínimo 10 mil jovens por ano. Já no ano passado essa meta foi alcançada e para 2020 o objectivo é de aumentar o caudal seja em termos de número, como também em termos de qualidade por forma a que os jovens beneficiados encontrem mercado de trabalho e tenham efectivamente uma vida melhor.

Inforpress/fim

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