O líder do Movimento para a Democracia (MpD) e candidato a primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, prometeu hoje soluções para alcançar uma “economia robusta” no país, tendo como meta o crescimento médio anual de 7%.

“Queremos um novo ciclo e uma nova atitude que traga aos eleitores uma mensagem de confiança relativamente à resolução dos problemas do país, nomeadamente o desemprego e a elevada pobreza. Estamos fortemente empenhados em dizer que vamos encontrar soluções para o crescimento de uma economia robusta. Aliás, temos como meta 7% de crescimento médio anual”, afirmou Ulisses Correia e Silva, em declarações à Lusa à margem da apresentação do programa eleitoral em Leça da Palmeira, concelho de Matosinhos, distrito do Porto.

Neste primeiro de três dias de contactos com as comunidades cabo-verdianas radicadas em Portugal, o candidato não quis comentar se a estratégia do MpD para as presidenciais deste ano está dependente das legislativas de março, fazendo apenas uma “boa avaliação” do mandato do atual Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca e afirmando que “na altura certa ele se posicionará”.

Quanto às eleições a que se candidata, Ulisses Correia e Silva disse pretender passar à comunidade cabo-verdiana em Portugal uma mensagem de “confiança numa alternativa forte”.

Criar um “ambiente de negócios mais favorável”, quer a nível nacional como internacional, será uma das prioridades do candidato da oposição.

Outro dos objetivos é “fazer com que o turismo renda mais para a economia local”.

O candidato do MpD prometeu ainda “incentivos fiscais”, nomeadamente para as empresas que contratem “jovens quadros”.

A intenção de Ulisses Correia e Silva é que seja o Estado a pagar a contribuição desses jovens para a Segurança Social.

“Queremos também implementar a taxa zero em sede de imposto sobre o rendimento para as micro e médias empresas”, afirmou.

De acordo com o candidato, a intenção é que o crescimento económico “seja inclusivo”, atuando, por exemplo, ao nível do “comércio informal”.

A integração entre as ilhas de Cabo Verde, um maior desenvolvimento do potencial turístico de cada uma e um bom sistema de transportes são outras das ideias defendidas por Ulisses Correia e Silva.

“Queremos que cada ilha seja uma solução, capaz de criar crescimento económico, emprego e inclusão”, explicou.

O MpD vai tentar a 20 de março quebrar o ciclo de três maiorias absolutas do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV).

Lusa