Sobre a visita, o líder da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID) afirmou que a mesma se tratou de ser uma visita partidária em que a força política tinha e ainda tem como objectivo inteirar-se daquilo que é a realidade socioeconómica da ilha da Boa Vista e também desenvolver as actividades necessárias para que o partido possa ganhar uma outra dimensão naquela ilha.

Segundo Monteiro, o partido visitou quase toda a ilha, exceptuando o povoado de Bufareira. Dos contactos com a população, quer autóctone, quer as pessoas que foram para a Boa Vista à procura de um “bem-estar”, o líder da UCID entende que algumas declarações deverão ser colocadas ao Governo para este, junto das instituições nacionais e também locais possa encontrar as soluções para estes mesmos problemas.

“Desde logo, as pessoas reclamaram muito relativamente à problemática da saúde no que diz respeito a especialistas. Entendemos que o Governo deverá fazer um esforço no sentido de se poder garantir, pelo menos, alguma especialidade aqui na ilha da Boa Vista para que os cidadãos cabo-verdianos e todos aqueles que procuram a ilha para desenvolverem as suas actividades do dia-a-dia possam ter a tranquilidade caso for necessário especialistas nas diversas áreas da saúde”, indicou.

A habitação, de acordo com António Monteiro, foi uma das problemáticas colocadas pela população da zona Finassom.

“Infelizmente é uma situação periclitante, uma situação que pessoalmente conheço há muito anos e que, infelizmente, continua”, garante António Monteiro contando que as pessoas vivem ali sem quaisquer condições, quer a nível do saneamento, quer a nível da energia eléctrica e água.

Por isso, para o partido, o Governo deverá “rapidamente”, com o projecto Casa Para Todos, procurar resolver esta questão, mas considerando, acima de todo, que os moradores desta localidade não têm, segundo aquilo que o partido apurou, condições financeiras para assumirem as rendas.

“Segundo eles mesmos, foram informados que a haver a mudança dessas pessoas para a Casa Para Todos terão que pagar valores exorbitantes, tendo em conta as suas capacidades financeiras”, revelou.

Explicou que houve ainda algumas reclamações por parte dos proprietários dos terrenos que foram expropriados para a criação de infra-estruturas de transportes na ilha, que quase 20 anos depois, continuam sem ter a possibilidade de receberem o dinheiro da indeminização que lhes pertence por direito.

“Também foram nos colocados questões ao nível da agricultura e da criação de gado”, disse. Além da falta de água, António Monteiro diz que a “água de má qualidade”, deverá merecer uma atenção especial por parte do Governo e das autoridades locais.

“Também em relação à água de consumo, principalmente na zona de João Galego, foi nos colocado a questão da péssima qualidade de água com o teor de sal elevadíssimo em que, como se pode depreender, acaba por constituir um problema grave de saúde pública. Entendemos que é preciso analisar estas questões e encontrar as soluções necessárias para que os moradores de João Galego possam ter água de qualidade que lhes garanta melhor saúde”, anunciou.

Relativamente à criação de animais, informa que as pessoas mostraram-se “bastante indignadas” na medida em que com a seca, houve um abatimento “bastante grande” em termos de número de cabeças de gado e outros acabaram por morrer. Agora, conforme avançou, há o fenómeno dos cães vadios que “continuam a dizimar a pouca criação de gado” que algumas famílias ainda vão tendo, como meio de sustento para a vida.

“Entendemos que o Governo deverá encontrar, juntamente com as ONG que têm tido preocupação na defesa destes animais, uma solução para que esta “matança” de gado não seja dada continuidade porque está a criar dificuldades nas famílias que vivem desta mesma criação”, posicionou-se.

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