Na sua intervenção por videoconferência a partir da ilha de São Vicente no debate sobre o estado da Nação, o último da atual legislatura, o deputado e presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democracia (UCID), António Monteiro, começou por dizer que o país está a viver “um momento muito preocupante”.

O parlamentar referiu que a pandemia do novo coronavírus mexeu com o mundo inteiro, com os mais poderosos, e que Cabo Verde, um país frágil, muito dependente de ajudas externas e incapaz de gerar os seus próprios recursos financeiros, não poderia ficar alheio aos efeitos da doença.

“A crise que nos afeta neste momento é uma crise muito séria e como tal não se consegue entender que os nossos governantes e os nossos atores políticos entendem que país está bem”, afirmou António Monteiro, deputado nacional eleito pelo círculo eleitoral de São Vicente.

“O país não pode estar bem neste momento, e não pode estar bem porque temos vários problemas sociais e económicos, que são por demais evidentes, para estarmos tranquilos e a bater palmas à governação”, prosseguiu o líder partidário.

O presidente da UCID disse que o seu partido não estabelece uma culpa direta dos governantes à crise provocada pela Covid-19, entendendo que “ninguém é culpado de absolutamente nada”.

O deputado da terceira força política no parlamento (com três deputados) reconheceu o esforço do Governo para debelar a situação, mas entendeu que não tem sido suficiente porque as pessoas continuam a enfrentar graves problemas.

A estes, disse, “vieram agora juntar-se os problemas que a Covid-19 acabou por agudizar”, pedindo, por isso, ao Governo para encontrar soluções para resolver esses problemas.

O anual debate sobre o estado da Nação, aberto pelo primeiro-ministro, encerra, sempre no final de julho, o ano parlamentar em Cabo Verde.

Este ano está a ser marcado pela maior crise económica vivida pelo arquipélago, independente há 45 anos.

O país realiza eleições legislativas no primeiro semestre de 2021.

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