António Monteiro, que falava na sede do seu partido em São Vicente, apresentou, como prova documental para esta denúncia, um contrato de um trabalhador, que antes trabalhava numa antiga companhia cabo-verdiana e que passou para a nova companhia CV Inter-ilhas, a quem preservou a sua identidade.

Segundo o político, na proposta que foi apresentada aos marinheiros e motoristas estes que tinham um contrato por tempo indeterminado receberam um contrato de três meses com a possibilidade de renovação, e com a redução salarial.

“Há quem perde mais de 20 mil escudos num mês porque baixa-se o salário em cerca de quase 20 mil escudos. E como têm um subsídio de isenção de horário de 35 por cento (%) sobre o vencimento base, baixando o vencimento base, automaticamente perdem 20 mil escudos de salário,” clarificou o político.

No entender do presidente da UCID, o Governo deve analisar aquilo que a companhia está a fazer para permitir que esses trabalhadores possam ter salários “condignos com as suas funções”.

Para além disso, ajuntou a mesma fonte, a companhia decidiu aumentar hoje o frete das viaturas que utilizam os navios para fazerem a deslocação São Vicente – Santo Antão, “de 2.700 escudos para 3.900 escudos”.

“O Governo, que tinha prometido que nada disto iria acontecer, mas mais uma vez dá o dito pelo não dito e estamos perante uma situação realmente crítica para o desenvolvimento das nossas ilhas,” declarou.

Para António Monteiro está-se perante um Governo que “anda aos ziguezagues” em política dos transportes marítimos para Cabo Verde, daí  exigir um posicionamento “o mais rapidamente possível” com as “explicações necessárias aos cidadãos”, porque a ligação deve ser feita com “custos comportáveis” para que as empresas e os cidadãos possam “usá-la para fazer a economia fluir.”

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