Em declarações à Inforpress, o líder desta CPR, Hipólito Barreto, afirmou que esses trabalhadores, chefes de família, têm vivido “momentos difíceis” por causa da “insensibilidade do presidente da Câmara Municipal do Tarrafal de São Nicolau, José Freitas de Brito, que não sabe definir as prioridades na sua gestão”.

“São trabalhadores que pontualmente prestam serviços à câmara municipal nas diversas áreas, essencialmente nas obras municipais. É uma situação sofrível para as suas famílias, principalmente para quem tem filhos a estudar”, criticou Hipólito Barreto, denunciando ainda que o edil não tem dado “nenhuma satisfação” a essas pessoas.

A mesma fonte adiantou que esses assalariados se mostram “insatisfeitos” e “saturados” com esta situação, mas não manifestam este descontentamento ao edil “por medo de represálias ou de perder o emprego”.

“Já estão saturados e nós como oposição, que fiscaliza a câmara, resolvemos denunciar isso porque as famílias estão a sofrer”, avançou o presidente da CPR do PAICV no Tarrafal, lembrando que os problemas de atraso salarial já são “corriqueiros” na gestão camarária de José Freitas de Brito.

Para este líder político, a prioridade das prioridades deve ser o salário e “se a câmara não está a pagar os salários por mero capricho é uma situação muito mais grave do que não ter capacidade financeira”.

Entretanto, segundo Hipólito Barreto, as obras onde essas pessoas trabalham estão integradas no programa do Governo de Requalificação, Reabilitação e Acessibilidades, financiado no valor de 11 milhões de contos, para ser executado em todo o Cabo Verde no horizonte 2019-2020.

Conforme diz, toda a obra tem o orçamento e nele estão contemplados os salários. Por isso questiona para onde é que o dinheiro está a ser canalizado. “Se o presidente não está a fazer o pagamento é porque o dinheiro está a ir para algum sítio”, questionou.

A Inforpress tentou contactar o edil José Freitas de Brito para uma reação, mas as tentativas resultaram-se infrutíferas.