Será a sétima ronda de negociações organizadas pela capital do Qatar, Doha, onde o grupo insurgente mantém um gabinete político informal. A equipe dos Estados Unidos é liderada por Zalmay Khalilzad, de origem afegã.

O diálogo, que exclui o governo afegão, concentrou-se principalmente na retirada das tropas americanas do país em troca de garantias dos Talibã de que terroristas transnacionais não seriam autorizados a usar o solo afegão para ataques contra outros países.

Esperava-se que os negociadores dos Estados Unidos e do Talibã chegariam a acordo sobre as duas questões, na última reunião, no início de Maio, mas as discussões não avançaram em virtude de os Talibã terem recusado cessar as hostilidades e participar num diálogo de paz no Afeganistão até que Washington anunciasse o cronograma da retirada de tropas.

Um porta-voz dos Talibã negou as alegações de um impasse no diálogo, após a insistência dos Estados Unidos de que o acordo final deve incluir um cessar-fogo e o envolvimento do grupo insurgente nas conversas entre o Afeganistão e o governo de Cabul.

“Não vejo o diálogo num beco sem saída. Está a progredir, mas firme ou gradual”, disse à VOA Suhail Shaheen, em nome da equipa de negociação insurgente.

Shaheen disse que espera que “com o anúncio de um cronograma para a retirada das forças estrangeiras do Afeganistão, o processo possa ganhar força, abrindo caminho para os afegãos reunirem e traçar um roteiro para um futuro sistema e governo islâmico”

Flexibilidade das outras partes

Khalilzad, negociador dos Estados Unidos, também prometeu que “tentaria fechar as duas primeiras partes de nossa estrutura de paz”, mas enfatizou que o sucesso exigirá que as outras partes mostrem flexibilidade.

“Esperamos que Khalilzad cumpra o que prometeu, que tentaria fechar o quadro para a paz nessas duas questões”, disse Shaheen.

Entretanto, fontes oficiais, em Cabul, disseram à VOA que um diálogo de paz de dois dias entre afegãos, incluindo representantes do governo e do Talibã, terá lugar, em Doha, no início do próximo mês.

As fontes disseram que a reunião está agendada para 7 de julho e seria um resultado das próximas negociações entre os Talibã e os Estados Unidos.

Os Talibã se opõem a qualquer negociação directa com o governo afegão, descartando-os como “marionetes” americanos.

Mas o grupo insurgente, dizem oficiais do Talibã, não é contrário a um diálogo de paz com uma delegação que representa toda a sociedade afegã, incluindo funcionários do governo entanto que indivíduos.

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