António Monteiro reagia assim ontem, 25, a pedido da Inforpress, no Mindelo, à reunião do Conselho de Concertação Social (CCS), durante a qual foi adoptado um acordo tripartido com medidas de natureza fiscal, financeira e de segurança social, para mitigar os efeitos da pandemia da Covid-19.

Apesar de acreditar que as medidas anunciadas pelo Governo dão “alguma satisfação”, o líder da UCID considera que o valor disponibilizado de quatro milhões de contos, para apoiar as empresas que mantenham os postos de trabalho, deveria ser de “pelo menos 10% do OGE, isto é, sete milhões de contos”.

O valor proposto, segundo a mesma fonte, tem a ver não só com o número de empresas que laboram no sector turístico, mas também, com as centenas de trabalhadores por conta própria.

“E, que infelizmente não estando devidamente legalizados, não constarão do grupo de pessoas que terão a cobertura através das empresas que irão recorrer da linha de crédito”, defendeu.

O líder dos democratas-cristãos apela para que todas as medidas anunciadas neste processo sejam colocadas em prática “o mais rapidamente possível facilitando assim a vida aos trabalhadores e respectivas famílias, principalmente nas ilhas onde já há infectados com o vírus”.

António Monteiro disse preocupado ainda com o facto do Governo não ter tomado “nenhuma medida” em relação as empresas do País, que “empregam centenas de trabalhadores em ambientes confinados”.

“Em São Vicente, temos algumas destas empresas que nesta altura deveriam já ter merecido alguma atenção prevenindo-se assim contra o covid-19”, sentenciou.

O Governo anunciou um conjunto de medidas que irão vigorar por um período de três meses, como forma de combater os impactos que a pandemia do Covid-19 poderá causar, fazendo a economia continuar a funcionar.

Entre estas a criação de linhas de crédito com garantias do Estado, no montante global de quatro milhões de contos, destinados a reforçar a liquidez das empresas, durante a crise.

Desse montante global de quatro milhões de contos, um milhão será destinado para as grandes empresas em todas às áreas de actividade e com garantia até 50%, e uma outra linha de um milhão contos para empresas nos sectores do turismo, restauração, organização de eventos e sectores conexos, agências de viagens, transportes, animação e similares, com garantia até 80%.

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