A Inforpress constatou no local que os técnicos chineses já estão a trabalhar na montagem do projecto, ao lado de trabalhadores cabo-verdianos. No entanto, apenas os chineses estão a usar máscaras.

Confrontado com esta informação, o delegado de Saúde de São Vicente, Elísio Silva, esclareceu que “não são três chineses, mas sim dois técnicos que chegaram da China”.

O mesmo reforçou que lhes foi indicado a “quarentena voluntária” pelo que, “se foram trabalhar é culpa da empresa que os trouxe”.

Segundo Elísio Silva, a “empresa alegou que vieram para um período de 15 dias e que eles iam fazer uma montagem sozinhos”, sem a presença de outras pessoas.

“Eles não têm ordem de trabalhar, têm ordem de fazer quarentena”, explicou o responsável que garantiu que os dois chineses estão a ser seguidos pela Delegacia de Saúde de São Vicente, que diariamente os visita no apartamento onde se encontram para medir a temperatura e outros procedimentos.

A Inforpress tentou entrar em contacto com o responsável da empresa que está a montar o projecto, a Darq Arquitecturas, mas os telefonemas não foram atendidos.

O Mindel Floating Music Hub, que está a nascer no Mindelo, é uma instalação contemporânea de música e entretenimento cujo objectivo principal é promover o intercâmbio entre músicos locais e internacionais.

Trata-se de um projecto que vai abranger um espaço de 50 metros entre a praia e a baía à frente da Avenida Marginal e inclui a construção de um estúdio de gravação “de alto nível”, uma escola de música e uma zona de diversão aberta ao público.

Será composto por uma praça frontal, um pontão flutuante e uma praça central e flutuante que fará a ligação com as três naves.

A nave maior é uma sala de espectáculos, a média é um estúdio de música com equipamentos modernos e a terceira nave é um pequeno bar de apoio ao espaço.

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