Segundo Jailson Aguiar, que falava na manhã de hoje à imprensa no Mindelo, têm deparado com este “problema” com os responsáveis da Câmara Municipal de São Vicente, que “não querem reconhecer” o SIACSA como um sindicato para representar os bombeiros e os funcionários dos serviços de saneamento.

“Estranho e pergunto porquê, a edilidade da Praia reconhece o SIACSA, e a edilidade de São Vicente não reconhece, podemos ver aqui uma clara retaliação para que estes trabalhadores não sejam representados pelo SIACSA”, lançou o sindicalista, para quem este comportamento afigura-se como uma “clara violação” do direito sindical.

Até já apresentaram, ao jurista da câmara municipal, os estatutos do sindicato, datado de 1997, mas que sofreu uma “renovação” em 2015 e publicado até no Porton di Nôs Ilha, mas mesmo assim, segundo a mesma fonte, persiste o “braço de ferro”.

Falando ainda da situação laboral em São Vicente, Jailson Aguiar realçou o facto de trabalhadores, que entraram em 2019 com uma perspectiva de aumento salarial generalizado, mas, somente três empresas, Enapor, indústria de Calçados-ICCO e a Frescomar contribuíram com um “pequeno aumento”.

As outras, conforme o sindicalista, apresentaram a justificativa de terem fechado o ano com “saldo negativo” e ainda, ajuntou, apontaram constrangimentos relacionados com a falta de meios de transporte aéreos, que tem provocado atrasos na chegada da matéria-prima e mesmo para exportação.

“Os trabalhadores de São Vicente estão também com fraco poder de compra, devido aos sucessivos aumentos de combustível, electricidade e água, que têm pesado no bolso dos sanvicentinos”, advogou, classificando de “péssima” a situação laboral na ilha.

O coordenador do SIACSA, reprovou, por outro lado, as câmaras de vigilância, que têm sido usadas por empresas para controlar os trabalhadores e depois criar processos disciplinares, numa conduta, que considerou ser “ilegal”.

Mas, nem tudo está mal, e Jailson Aguiar congratulou-se com o facto de os trabalhadores de segurança privada, já terem “luz verde” da parte do Governo”, para a publicação de uma portaria de extensão, que vai melhorar, garantiu, as condições de vida destes vigilantes, com a estipulação de “pelo menos” um salário mínimo.

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