Jorge Carlos Fonseca fez esta recomendação aos mais jovens na cerimónia de abertura do I Fórum Nacional da Juventude, realizado de hoje até sábado na cidade do Mindelo, São Vicente, e que tem a participação de mais de 120 jovens de todo território nacional.

Para o chefe de Estado, o protagonismo jovem é “indispensável” e deverá ser ele um “agente enérgico” na luta por um tipo de associativismo juvenil com “estruturas fortes, autónomas, capazes de se constituírem em valiosos instrumentos de sugestão de políticas consistentes, enquanto verdadeiros espaços de representação e participação dos jovens como parte de soluções”.

Não será possível, segundo a mesma fonte, a solução imediata de todos os problemas que afectam os jovens, mas o essencial, defendeu, é que “políticas consistentes” sejam adoptadas no sentido de garantir o seu ”entusiasmo e esperança no futuro e a possibilidade de estruturarem um projecto de vida saudável para si e para a Nação”.

“Será nossa responsabilidade criar as condições para que haja oportunidades reais e equitativas de participação na vida económica, social e política do país para todos os jovens”, disse Jorge Carlos Fonseca, para quem estas oportunidades deverão estar “estribadas num desenvolvimento do país que seja ao mesmo tempo sustentável, aberto ao intercâmbio permanente com o mundo e, essencialmente, democrático”.

O primeiro Fórum Nacional da Juventude resulta de uma parceria entre o Governo de Cabo Verde e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), este último, que entende, conforme representante em Cabo Verde, Bomou Camara, que este evento mostra o “comprometimento” do executivo para com os jovens.

Por isso que, ajuntou, o PNUD decidiu associar-se “desde a primeira hora” a esta iniciativa que mostra ser um “importante espaço de diálogo” sobre o futuro do país, do continente africano e do mundo.

A presença dos jovens representa também o “interesse e comprometimento em participar na prosperidade do país e em participar nas opções de desenvolvimento”, assinalou Bomou Camara, para quem este é o tempo dos jovens.

A coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas, Ana Graça, pediu ao Governo para continuar a apostar nesta camada que é, considerou, o “maior tesouro de Cabo Verde”.

“São uma fonte de sonhos, ambições, energia para mudar o mundo. A juventude é a evolução de um país em permanente transformação, com uma audácia que transporta em si toda a esperança de uma nação, de um continente, de um planeta”, lançou.

A cerimónia contou ainda com a participação do presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, que considerou que a política nacional da juventude “deve estar atenta às antigas e novas demandas que têm surgido desta nova geração, ampliando e diversificando os seus programas e acções”.

Neste evento, o Presidente da República aproveitou para anunciar a realização do Encontro Internacional da Juventude Africana marcado para 2020 na ilha do Sal, tendo como participantes jovens residentes, da diáspora e de outros países africanos e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Seguiu-se o painel de diálogo com o primeiro-ministro versando o tema “Juventude africana: perspectivas e oportunidades”, tendo como intervenientes Ulisses Correia e Silva, o empresário nigeriano Tony Elumelu, o representante do Escritório Regional Addis Ababa- PNUD, Lamin Manneh, e a ministra da Juventude do Rwanda, Rosemary Mbabazi.

O I Fórum Nacional da Juventude, que acontece no Mindelo, como Capital Cabo-verdiana da Juventude, prolonga-se até sábado com vários debates e ainda actividades culturais.

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