A presidente do Sindicato Democrático dos Professores (Sindprof), Lígia Herbert, disse hoje à Inforpress que encontrou em São Nicolau professores estagnados na carreira e que o Governo precisa investir mais.

Lígia Herbert fazia à imprensa o balanço da visita de três dias que efectua desde segunda-feira a São Nicolau com o objectivo de apresentar o seu paradigma sindical, auscultar problemas dos professores, bem como recolher subsídios para uma possível renegociação do estatuto.

A dirigente sindical disse que encontrou problemas semelhante aos de outras ilhas, entretanto, defende que é preciso analisar a situação de São Nicolau, a nível da educação, com “mais subtileza”.

Fez saber que São Nicolau ainda tem professores aquém do nível desejado e que é preciso mais formação e investimento do governo para que tenham uma “vida condigna”.

“É preciso que o Governo pense em polos universitários, porque esses professores precisam estar em igualdade de condições com os colegas que estão em ilhas onde existem pólos universitários, onde o professor progride, tenha uma subida na carreira”, observou.

Questionado sobre a situação de alguns professores que leccionaram no ano anterior e foram obrigados a prestar concurso este ano, Lígia Herbert respondeu que, a Sindprof tem uma posição “muita clara e inequívoca” em relação a este assunto.

No seu entender, não deviam prestar concurso novamente, mas serem avaliados pelas delegações, coordenadores e/ou directores de agrupamentos, mas que a lei exige que participem no concurso.

Na sua opinião, neste caso, é preciso rever o contrato laboral desses professores para a sua protecção porque, conforme disse, está-se a “criar expectativas aos jovens e depois retirá-las novamente”.

Lígia Herbert reafirmou que o Sindprof não concorda com esta situação e espera que o Ministério da Educação a reveja.

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