Jorge Carlos Fonseca fez estas considerações em declarações à imprensa, no final da sua visita àquele município do interior de Santiago, após ter estado reunido com o presidente da câmara municipal, Herménio Fernandes, e com as instituições ligadas ao combate do novo coronavírus (covid-19) e ter visitado o centro de Saúde e a sede da Protecção Civil locais.

A deslocação chefe de Estado ao município de São Miguel teve como objectivo se inteirar da situação sanitária provocada pela covid-19, e ainda sobre o Plano Municipal de Redução dos Efeitos da Seca, bem como conhecer o plano de acção para um cenário de prolongamento das medidas de segurança sanitária, de modo a reduzir os efeitos da pandemia, agravados pela crise socio-económica causada pela doença.

Da conversa que teve com as autoridades, Jorge Carlos Fonseca informou que São Miguel tem de momento 39 casos acumulados da covid-19, 17 recuperados, 22 casos activos, dos quais 11 em isolamento domiciliar e 11 em isolamento institucional (Santa Catarina), dos quais dois estão internados no Hospital Regional Santa Rita Vieira.

“Há um trabalho de forma articulado entre a câmara, as autoridades sanitárias, a Protecção Civil, que é um trabalho que deve prosseguir e deve ser reforçado”, reconheceu, mas, no entanto, pediu o reforço no trabalho de prevenção, que segundo ele, inclui uma “boa comunicação e pedagogia” junto das pessoas.

Segundo o Presidente da República, até que se encontre uma vacina para que se possa atenuar os efeitos da propagação desta epidemia, quer em São Miguel quer em todo arquipélago, é necessário que se cumpra as medidas de prevenção recomendadas pelas autoridades sanitárias.

De entre as medidas, destacou a prática da higiene pessoal, o uso de mascaras faciais e o distanciamento físico sempre que é necessário.

Sublinhando a situação “excepcional” que o arquipélago vive, por causa de covid-19, Carlos Fonseca lembrou aos jovens que o momento obriga comportamentos de excepção, isto, porque, os mesmos podem ser atingidos por essa doença.

Na ocasião, o Presidente da República, que esteve acompanhado nesta visita pelo ministro da Saúde e da Segurança Social, Arlindo do Rosário, aproveitou para mais uma vez felicitar o trabalho que está a ser desenvolvido pelos profissionais de Saúde, Polícia Nacional, Protecção Civil e Bombeiros, autoridades camarárias e Governo no combate à pandemia de covid-19.

Relativamente à situação socio-económica, o chefe do Estado afirmou que são “visíveis sinais de progresso” naquele município do interior de Santiago.

No entanto, para Jorge Calos Fonseca, pelo facto de ser um concelho com “características próprias”, há-de se mobilizar recursos para que os seguimentos mais vulneráreis das populações possam ter meios para enfrentarem os impactos de alguns anos de seca e os efeitos da pandemia no tecido económico e social.

“Para isso, deve-se continuar uma articulação boa entre o poder local e o poder central”, defendeu o mais alto magistrado da Nação.

Não obstante ter augurado para este ano “boas azáguas”, o estadista alertou às autoridades municipais e ao próprio Governo para estarem preparados para o pior, referindo-se à eventualidade do país registar mais um ano da seca e mau ano agrícola.

FM/JMV

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.