“Isso vai melhorar, o pior já passou”, sublinhou José Gonçalves, à chegada, na manhã de hoje, ao porto do Porto Novo, onde foi confrontado pelos operadores económicos sobre à necessidade de se normalizar o transportes marítimos entre Santo Antão e São Vicente.

O ministro explicou que a sua deslocação a Santo Antão teve como propósito inteirar-se da situação reinante na linha e e analisar com  a nova operadora, a Cabo Vede Inter-ilhas (CVI) e com as câmaras municipais, “uma solução” que satisfaça às necessidades de ambas as ilhas.

Conforme José Gonçalves, o Governo está a proceder a “mudanças profundas” nos transportes marítimos inter-ilhas, sendo “natural que aconteçam problemas nesta fase de transição”, que estão a ser “analisados e ultrapassados”, com vista à “afinação do sistema”.

“Queremos prestar um bom serviço para responder às necessidades económicas de Santo Antão”, sublinhou o ministro do Turismo e Transportes, que responde ainda pela área da Economia Marítima.

José Gonçalves abordou a situação dos transportes com o presidente da Câmara Municipal do Porto Novo, Aníbal Fonseca, com o deputado nacional, Damião Medina, e com os operadores que, através do porta-voz, Carlos Neves, exortaram o Governo a colocar mais um navio na linha Porto Novo/São Vicente, a mais movimentada a nível nacional, com 74 por cento (%) do fluxo.

A colocação de mais um navio na rota, actualmente assegurada apenas pelo ferryboat Inter-ilhas, a reposição do anterior horário e a melhoria da organização na venda dos bilhetes de passagens são as principais reivindicações dos operadores, segundo Carlos Neves.

Na sexta-feira, 30 de Agosto, o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, de visita a Santo Antão, disse que o Governo não está contente com a situação reinante na linha marítima entre as duas ilhas vizinhas, cujo serviço prestado deteriorou-se, desde o dia 15 de Agosto, data em que começou a vigorar a nova concessão com CVI.

Olavo Correia aconselhou a empresa a “repor, imediatamente, a normalidade”, nesta rota, reconhecendo, porém, que, “no geral”, a nova operadora “começou bem” as operações a nível de todo território nacional.

A CVI, através do seu representante, Paulo Lopes,  admitiu que, no caso da linha Porto Novo/São Vicente, “o processo, efectivamente, não correu da melhor forma”, afiançando que a operadora está a proceder às correcções para poder normalizar a situação.

Esta rota está a ser assegurada apenas pelo navio  Inter-ilhas, que efectua, diariamente, quatro viagens.

Entre 15 e 31 de Agosto, a CVI já tinha efectuado 200 viagens pelas diferentes ilhas, transportando mais de 30 mil passageiros, segundo Paulo Lopes.

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