Esse desejo foi manifestado, ontem, em Santo Antão, ao vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, durante um encontro com os operadores económicos, que serviu para debater a problemática dos transportes marítimas entre Santo Antão e São Vicente.

 Albertino Dongo é um desses operadores que se dizem”indignados” com a  situação reinante nesta ilha marítima e dizem-se “capazes” de investir num barco para operar entre as duas ilhas.

“Somos um grupo de jovens empreenderes que quer investir num barco, nesta linha”, notou este operador, proprietário de uma empresa ligada aos transportes e ao turismo.

Esse interesse acontece numa altura em que o percurso Porto Novo/São Vicente está ser assegurado apenas pelo ferryboat Inter-ilhas que, para responder à demanda, está a efectuar quatro viagens diárias.

No entender dos operadores, Cabo Verde Inter-ilhas, a nova operadora, não está em condições de assegurar o serviço de transporte marítimo inter-ilhas, já que não possui nenhum barco para o fazer, razão pela qual, entendem, o Governo deve cessar o contrato de concessão.

Os operadores económicos santantonenses manifestaram, este sábado, a sua “indignação” em relação à forma como está a ser prestado o serviço de transporte entre Santo Antão/São Vicente, marcada, a seu ver, pela “desorganização” que está a ter “reflexos negativos” na economia desta ilha.

Os produtores agrícolas dizem impossibilitados de escoar os seus produtos, uma situação idêntica que acontece, também, com os comerciantes, que estão a ter “sérias dificuldades” no transporte das mercadorias.

Arnaldino Rodrigues, empresário que actua no ramo de panificação, queixou-se das dificuldades em exportar os produtos para São Vicente, devido aos “sobressaltos” que caracterizam, actualmente, os transportes marítimos, nesta ilha.

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