Está em causa, segundo o representante desta localidade, Domingos Morais, o facto de as famílias em Espadaná estarem à espera, "há pelo menos quatro anos", de luz eléctrica, "muitas vezes" prometida pelo Governo e pelas autoridades municipais.

"Já decidimos não ir às urnas nas eleições autárquicas, que se avizinham, em sinal de protesto ao esquecimento da nossa comunidade", notou Domingos Morais, que informou que as sete famílias (30 habitantes) residentes em Espadaná não vão votar "enquanto a luz eléctrica não chegar" nessa zona.

O presidente da Associação Luz Viva, em Lagoa do Planalto Leste, Aristides Morais, lamenta, também, a demora na electrificação de Espadaná, apesar das promessas do Governo, lembrando que, há mais de quatro anos, a população local espera pela luz eléctrica.

Muitas localidades da ilha de Santo Antão continuam ainda a sonhar com energia eléctrica, como são os casos de Espadaná e Matinho, no Planalto Leste, Santa Isabel, no Paul, João Bento, Chã de Ribeirãozinho e Bolona, no Porto Novo.

Em Santa Isabel, o líder associativo, Benvindo Melo, elegeu a electrificação como "o maior sonho" das 30 famílias que vivem nessa zona isolada na parte mais alta da ilha de Santo Antão.

Em João Bento, o porta-voz da população, Augusto Sancha, recordou que as 12 famílias locais aguardam, "há vários anos", pela energia eléctrica.

Neste caso, a Empresa de Electricidade e Água (Electra) reafirmou, recentemente, a decisão de levar energia eléctrica a João Bento, cujos levantamentos já foram efectuados.

O Governo, através do ministro que responde pelo sector de energia, prometera que "nenhuma zona" da ilha de Santo Antão, actualmente, com uma taxa de cobertura de 97 por centro (%), "ficará sem energia eléctrica".

JM/ZS

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