Os condutores confirmaram à Inforpress que, “em princípio”, tinha marcado o protesto para hoje, mas decidiram cancelá-lo por “motivos de organização”, mas prometem “preparar melhor” a manifestação, que deve acontecer, “em breve”, caso a situação se mantenha, nessa linha marítima.

“Vamos organizar melhor e marcar, em breve, essa manifestação, se continuar essa desorganização no cais do Porto Novo”, avançaram os condutores, que dizem-se “preocupados” com a situação reinante nessa linha, sobretudo no que tange à venda de bilhetes e transporte das viaturas.

Os santantonenses manifestam-se “apreensivos” com a situação da linha marítima entre Santo Antão e São Vicente, assegurada, nesta altura, apenas por um único ferryboat, o Inter-ilhas, com capacidade para transportar 300 passageiros.

Este navio tem efectuado, diariamente, quatro viagens (começou com três) , como forma de atender à demanda neste percurso, o mais movimentado do arquipélago, transportando mais de um milhar de passageiros por dia, em média.

Segundo constatou a Inforpress, tem havido, constantemente, reclamações das pessoas, mas sobretudo dos operadores económicos, que falam de “caos”, nessa linha, dadas às dificuldades que passaram a enfrentar para viajar e transportar viaturas.

A “grande preocupação” dos santantonenses tem a ver, sobretudo, com o facto de apenas um navio estar a assegurar essa linha, que, até meados deste mês de Agosto, vinha sendo servida por duas embarcações ( Inter-lhas e Liberdadi).

Desde o dia 15 de Agosto, os transportes marítimos em Cabo Verde são assegurados pela empresa Cabo Verde Inter-Ilhas, criada na sequência da concessão do serviço marítimo inter-ilhas, por parte do Governo.

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