A ilha de Santo Antão caminha para quatro anos de seca severa seguidos, que estão a ter “um impacto muito negativo” na vida das famílias, sobretudo nas zonas altas, cujas populações dependem da agricultura de sequeiro e da pecuária.

O alerta é dos deputados do MpD eleitos pelo circulo eleitoral de Santo Antão, que, durante uma visita de quatro dias à ilha, concluída este domingo, constataram que é “já evidente” mais um ano de seca nesta região, situação que tem dificultado a vida das famílias.

Jorge Santos, presidente da Assembleia Nacional e deputado por Santo Antão, disse à imprensa ter constatado que esta ilha está perante mais um mau ano agrícola, razão pela qual o Governo deve continuar a empreender medidas de apoio aos agricultores e criadores de gado.

“Estamos a ver que as precipitações foram insuficientes para garantir o ano agrícola. Está a avizinhar assim mais um ano de seca severa e há necessidade de projectos e programas de mitigação dos efeitos do mau ano agrícola”, notou Jorge Santos.

A falta de chuva nesses anos impossibilitou a recarga das nascentes e a mobilização de água através das cisternas, um outro problema que o Governo deve ter em conta, segundo os deputados do MpD, exortando o Executivo a continuar a “reforçar as medidas públicas” de mitigação dos efeitos da seca, fenómeno que está a assolar, de forma particular, Porto Novo.

Neste município, a câmara municipal espera, já a partir dos princípios do próximo ano, receber do Governo cerca de 36 mil contos (mesmo valor disponibilizado este ano) para acções visando a criação de empregos públicos e resiliência nas comunidades afectadas.

A visita dos deputados do partido no poder foi marcada por encontros com as autoridades locais, agricultores e criadores para avaliação do ano agrícola.

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