Segundo Kátia Carvalho, que falava em entrevista à Inforpress, o Pontão continua ainda à espera, desde 2015, com a passagem do furação Fred, que provocou estragos naquele ponto de atração turística, de uma requalificação, pondo em causa, no estado como está, a segurança e todas as atividades que lá decorrem.

Kátia Carvalho disse admirar o facto de ainda “não se conseguir”, uma verba de 30 mil contos, estimada para a requalificação do pontão, que recebe centenas de pessoas diariamente, tem suporte das atividades económicas, nomeadamente pescadores, mergulhadores, barcos de recreio, entre outras, e que precisa de uma solução urgente.

“Neste momento, a situação do Pontão requer uma solução urgente. Queremos soluções que vão ao encontro das prioridades para que investindo nessas prioridades tenhamos retorno”, sublinhou, notando que o turismo cabo-verdiano é centrado em sol e praia, entretanto, as “belíssimas” praias estão sujas.

“Com dejetos de animais, com lixo que ninguém recolhe, com cães, vadios, cães de raça perigosos, e com cavalos (…). Apesar de a população não contribuir, o município tem de preservar aquilo que oferece como cartão postal da ilha e vende como produto turístico”, enfatizou.

Não obstante existir o regulamento municipal que proíbe tais situações, a eleita municipal lamenta o facto de se estar, conforme disse, a “disputar” o lugar nas praias com cães e cavalos pondo em causa não só o conforto dos banhistas, a saúde, higiene e segurança das pessoas.

“Portanto, é preciso que trabalhemos este produto, melhor. Aquilo que oferecemos ao turista não pode ser só aquilo que a natureza nos dá, ou seja, uma excelente água, uma excelente areia branca. Temos que trabalhar toda a área envolvente… e vem se falar em Bandeira Azul”, questionou.

Kátia Carvalho conclui, reiterando, que o produto sol e praia que Cabo Verde oferece tem que ser trabalhado com qualidade, a todos os níveis, a praia, a sua limpeza, segurança, o Pontão, os acessos, sinalização, entre muitas outras coisas.