Elias Silva fez essa comunicação hoje em declarações à Inforpress, devendo viajar para a Cidade da Praia, nas próximas horas, onde vai responder a um processo disciplinar.

A destituição do ex-comandante da PN, que vinha exercendo as funções, no Sal, há menos de um ano, vem na sequência das declarações que proferiu, recentemente, a propósito da onda de assaltos registados ultimamente na ilha do Sal, ao criticar a lei cabo-verdiana em vigência, dizendo que a mesma “é amiga das armas”.

Elias Silva fez essas declarações, mais precisamente aquando do assalto à mão armada na zona do Monte Leão, há já alguns dias, onde um jovem disparou contra um carro de turistas, e desde então “tudo mudou”, tendo sido alvo de retaliações por parte das autoridades centrais, devendo agora enfrentar um processo disciplinar.

Perante a situação, Elias Silva manifesta-se grato com a solidariedade que tem recebido da comunidade salense, da diáspora e mesmo de estrangeiros.

“Dizer à população do Sal que estou grato pela manifestação de apoio… mesmo que for preso vou continuar a defendê-la, no sentido de se melhorar a segurança nesta ilha, para que não seja vítima de onda de criminalidade a que se vem assistindo” desabafou.

Entretanto, reagindo às declarações do comandante da PN no Sal segundo as quias “Cabo Verde tem uma lei amiga das armas”, o ministro da Administração Interna declarou aos jornalistas que “polícia não critica Justiça”.

“Nesta matéria só tenho uma coisa a dizer: polícia não critica Justiça, não há mais nada a dizer, pois a instituição policial tem regras próprias as quais deve seguir…“.

Questionado se o Governo, já agora, prevê alguma mexida na lei que regula as armas de fogo, o ministro explicou que é necessário “separar as coisas”, pois não discute a aplicação da lei.

“Se for necessário alterar para reforçar alguns dispositivos o Governo assim o fará, e tem feito essa ponderação, o demais é o lado operacional da polícia que tem as sua regras próprias e a corporação sabe-o bem”, concluiu Paulo Rocha.