“Os operacionais da Segurança Nacional completaram a operação nas primeiras horas de quarta-feira, 12 de junho, para resgatar as duas mulheres canadianas que se encontravam sequestradas na região de Ashanti”, informou o ministro da Informação, Kojo Oppong, através de um comunicado.

As duas jovens canadianas, de 19 e 20 anos, são voluntárias de uma organização não-governamental (ONG) do Canadá, Youth Challenge International, que opera no país da costa ocidental africana, e foram raptadas no passado dia 04 de junho junto ao Clube de Golfe de Kumasi, cidade situada no centro do país.

O Governo ganês indicou que dará mais detalhes sobre a operação de resgate ao longo do dia, assim como explicará as medidas tomadas para que incidentes deste tipo não voltem a acontecer, nomeadamente, sobre se se tratou de um rapto contra resgate operado por pequenos grupos mafiosos, como é prática frequente na Nigéria, país anglófono culturalmente muito próximo do Gana, ou se foi um sequestro levado a cabo por algum grupo 'jihadista' local.

Têm vindo a ser registados vários casos de sequestro contra resgate no país nos últimos meses, “um fenómeno que afeta os nossos irmãos nigerianos, mas que não conhecíamos até agora”, declarou o Presidente ganês, Nana Akufo-Addo, em finais de abril, mês em que, também em Kumasi, foram raptados um diplomata estoniano, durante 24 horas, presumivelmente por um grupo criminoso nigeriano, e ainda um homem de negócios indiano, durante dois dias.

No mês passado, o chefe de Estado reiterou as suas preocupações com “o fenómeno dos sequestros” e indicou que haviam sido tomadas “decisões” para acabar com o problema.

Não há registo histórico de questões de segurança relevantes associadas ao Gana, que beneficia da perceção internacional de ser um país pacífico no meio de uma região muito conturbada por guerras civis, elevados níveis de criminalidade ou palco da ação de grupos jihadistas.

O Gana tem nos últimos anos vindo a desenvolver o turismo, que é hoje um dos principais motores do seu desenvolvimento económico. A companhia aérea portuguesa TAP tem uma ligação direta Lisboa-Acra, cidade que é escala obrigatória na rota entre a capital portuguesa e São Tomé.

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