O documento foi apresentado esta manhã, na Praia, pela responsável do Programa Crescimento Inclusivo, Emprego e População do Fundo das Nações Unidades para a População (FNUAP), Adelaide Ribeiro, no âmbito das celebrações do Dia Mundial da População, celebrado hoje,11 de Julho sob o lema “50 Anos do FNUAP e 25 do CIPD: Acelerando Promessas”.

Segundo avançou, o relatório mostra que houve “ganhos consideráveis” em matéria de saúde sexual e reprodutiva comparado com o ano de 1969, sobretudo no que diz respeito a exercerem o seu direito à sexualidade, ao uso e diversidade dos métodos anti-conceptivos, dando uma especial atenção ao acesso dos serviços nas pessoas com deficiência.

O documento faz uma análise do financiamento que é atribuído à temática de saúde sexual e reprodutiva, sobre o empoderamento e o direito das mulheres no acesso à saúde sexual reprodutiva e chama a atenção e necessidade dos homens terem acesso aos serviços e de serem parceiro deste processo.

“Apesar dos avanços e progressos alcançados ao longo desses anos, ainda há necessidade de se fazer muito mais para que as meninas e mulheres tenham uma vida saudável, saúde sexual e reprodutiva com direito à escolha do método, do momento em que querem engravidar, direito à escolha do espaçamento da gravidez do ponto de vista económico, da oportunidade e do emprego”, sublinhou.

Adelaide Ribeiro explicou que o documento faz o balanço dos 50 anos da FNUAP, da agenda da população e desenvolvimento, retrata os vários momentos marcantes que ditaram um pouco a história da saúde sexual reprodutiva e faz uma análise das temáticas mais importantes dando uma maior atenção à questão do acesso em todas as suas dimensões.

Segundo disse, 2019 traz dois importantes marcos no campo da saúde sexual reprodutiva, a celebração dos 50 anos que o FNUAP iniciou suas operações e 25 anos da histórica da Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD) realizada no Cairo.

O documento lembra ainda o que o futuro reserva em termos de mudanças no crescimento populacional, no uso de contraceptivos, na saúde e nos direitos sexuais e reprodutivos determinará e será determinado pela capacidade de mulheres e meninas atingirem seu pleno potencial como membros de suas sociedades, sendo que será determinado, em grande medida, pela forma como o mundo leva adiante as conquistas e atende às deficiências da CIPD até o momento.

O evento que contou com a presença do gestor interino do escritório comum do PNUD, FNUAP e UNICEF, Boubou Dramane Camara, e do secretário de Estado Adjunto do Ministro do Estado, Carlos Monteiro, foi promovido pelo Governo, FNUAP em parceria com a Rede de Parlamentares para a População e Desenvolvimento, o Programa Nacional de Saúde Sexual e Reprodutiva do Ministério da Saúde, a Rede de Jornalistas para Questões de População (REJOP) e Verdefam.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.