O recenseamento foi suspenso a partir das 24 horas de quinta-feira, 20, e desde o mês de Junho que a CRE esteve nas ruas da capital, com seis kits de recenseamento, com objectivo de recensear todos os cidadãos que completam 18 anos até a data das eleições.

“Na Praia temos um acumulado superior a dez mil pessoas por recensear desde 2016 a esta parte, mas sabíamos que não era possível e traçamos o objectivo de chegar a pelo menos 60 por cento (%), ou seja, seis mil, mas ultrapassamos”, disse, afirmando que é preciso analisar a questão das pessoas que não vão se recensear e analisar a possibilidade de isso se tornar obrigatório.

José Barbosa diz ter ficado surpreendido com a demanda das pessoas no último dia do recenseamento, visto que só na quinta-feira, 20, recensearem 908 pessoas, enquanto em quatro anos, desde das últimas eleições em 2016 até Junho deste ano, recensearam apenas 400 pessoas.

“Ficamos surpreendidos com a demanda nos últimos três dias e contente com todo o plano que traçamos. Pensávamos que íamos ter muitas dificuldades, devido ao momento que atravessamos, provocado pela covid-19, mas essa demanda demonstra que nas próximas eleições as pessoas vão participar muito mais”, perspectivou.

O único espanto do presidente da CRE são os vários pedidos de transferências que receberam e que considerou de algo feito “na velocidade da luz”.

Como exemplo, apontou um caso de um cidadão que vive há vários anos em Cidade Velha e que solicitou a transferência para a Cidade da Praia, outros são casos de cidadãos que se recensearam há poucos dias em outros concelhos, mas depois solicitaram a transferência para a Cidade da Praia.

José Barbosa disse que o que está por detrás da motivação dessas pessoas é a “grande movimentação” feita nos últimos dias pelos partidos políticos.

Contudo, chamou atenção dos partidos para cumprirem com a sua parte na sensibilização das pessoas para se recensearem logo a seguir à publicação aos resultados eleitorais, em vez de só “acordarem” três meses antes das eleições.

O presidente da CRE enalteceu o trabalho feito por todos os operadores que até o último dia “cumpriram com as suas obrigações”.

“Para nós é gratificante fazer esse trabalho, ainda mais quando vimos pessoas a procurarem os nossos serviços. Para nós é motivador e deixa-nos com vontade de fazer mais, mas temos de cumprir com a data. Não ficou uma pessoa por recensear, dos que procuraram o serviço de recenseamento”, finalizou.

O recenseamento de eleitores para as autárquicas de 25 de Outubro em Cabo Verde ficou suspenso a partir das 24 horas de quinta-feira, 20, 65 dias antes do sufrágio, de acordo com o calendário eleitoral.

Segundo informações divulgadas no passado dia 11 pelo vice-presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Amadeu Barbosa, a partir do dia 25 de Setembro, ou seja, 30 dias antes das eleições, não é permitida a alteração do caderno de recenseamento.

A publicação dos mapas com os resultados globais de recenseamento deve acontecer até 03 de Outubro nas sedes das Comissões de Recenseamento Eleitoral, para efeitos de consultas.

A campanha eleitoral começa no dia 08 do mesmo mês e as candidaturas devem ser apresentadas até 15 Setembro, conforme o calendário eleitoral divulgado pela CNE.

AM/AA

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