A posição do PRS foi transmitida aos jornalistas por Certório Biote, vice-presidente e líder parlamentar do partido, à saída de uma audiência de auscultação que o Presidente guineense, José Mário Vaz, realiza com as forças políticas legalizadas no país.

Nas auscultações iniciadas na quarta-feira e que devem terminar hoje, José Mário Vaz, pretende ouvir os partidos sobre a data em que devem ter lugar as legislativas que o próprio defende para este ano.

Já que tecnicamente a Comissão Nacional de Eleições (CNE) considera ser impossível organizar eleições no mês de maio, como estava previsto, o PRS concorda que o ato tenha lugar em outubro ou novembro.

"O PRS congratula-se com esta posição técnica da CNE", afirmou Certório Biote, pedindo a classe política que faça um esforço no sentido de viabilizar as eleições antes do final do ano em curso.

O dirigente dos renovadores apela para que o Parlamento, que tem estado encerrado há mais de dois anos devido a divergências entre partidos, fosse aberto "nem que seja durante 30 minutos" para que, em plenário do órgão, fosse escolhido o novo presidente da CNE.

Certório Biote comentou também o impasse que se regista na formação do governo, com o primeiro-ministro, Artur Silva em dificuldades para convencer os partidos a integrarem o executivo.

O dirigente do PRS disse que o Presidente José Mário Vaz prometeu usar da sua "magistratura de influência" para ajudar a desbloquear a situação.

Em relação ao Acordo de Conacri, instrumento proposto pela comunidade de países da África Ocidental para acabar com o impasse político na Guiné-Bissau, o dirigente do PRS afirmou que o seu partido considera aquele documento como "extemporâneo".

A comunidade internacional, entre as quais o Conselho de Segurança das Nações Unidas, considera o Acordo de Conacri como única formula para acabar com a crise na Guiné-Bissau.

Para o PRS, o caminho agora é formar um governo na base da Constituição da República, com o pressuposto de que o PAIGC (Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde), embora tenha vencido as últimas eleições legislativas, já não tem a maioria no Parlamento.

Neste caso, disse Certório Biote, seria o PRS a ser convidado pelo chefe do Estado a formar governo.