Paulo Rocha fez esta declaração aos jornalistas à margem da Jornada Nacional de Reflexão sobre a Redução de Riscos e Desastres, realizada hoje pelo Serviço Nacional de Proteção Civil e Bombeiros (SNPCB) e parceiros, na cidade da Praia.

Sobre o evento, Paulo Rocha afirmou que se trata de uma jornada de discussão dos “elementos essenciais” da Estratégia Nacional de Redução dos Riscos, documento aprovado agora em 2018 e que define as linhas de orientação.

O mesmo envolve, segundo Paulo Rocha, o poder central e os municípios, definindo “áreas prioritárias”.

A estratégia, segundo disse, visa melhorar a compreensão dos riscos, saber onde é que estão a vulnerabilidades, defini-las, conhece-las para que os serviços de Proteção Civil possam estar capazes de reagir.

Mas também, continuou, a estratégia prevê que se possa efetuar um processo de recuperação “mais resiliente”, com indicação, prosseguiu, de todos os tipos de riscos.

A estratégia preconiza ainda um conjunto de ações tendentes a minimizar as posições de riscos.

“Esta é a prioridade neste momento, para que todos os municípios estejam em pé de igualdade em matéria de compreensão dos riscos”, precisou, de “melhor preparação” e, fundamentalmente, de “melhor resposta”, caso venha a ser necessário.

Ainda na sua declaração, Paulo Rocha que salientou os serviços de Proteção Civil estão, praticamente, em todos os municípios.

“Temos mais debilidade em matéria de corporações de bombeiros, que é a força operacional da Proteção Civil local”, ajuntou.

Entretanto, disse que o Governo está a “trabalhar de perto” com todos os municípios e que, neste momento, “quase todos já têm corporações de bombeiros, profissionais ou voluntários, que é um passo essencial”.

Paulo Rocha mostrou-se satisfeito pelo facto de haver “várias câmaras municipais” com corporações de bombeiros voluntários.

Disse ainda que, por outro lado, está em discussão “uma série de incentivos” de forma a atrair “ainda mais pessoas” para esse serviço voluntário a nível dos bombeiros.

“Esta é uma questão essencialmente municipal, as corporações de bombeiros são de gestão municipal e, felizmente, que nós vamos vendo várias iniciativas de adesão às diferentes corporações de bombeiro ao nível nacional”, acrescentou.