O ministro do Turismo e Transportes e ministro da Economia Marítima fez estas considerações por ocasião da assinatura do memorando de entendimento entre os governos de Cabo Verde e de Angola, no domínio dos transportes aéreos, na Cidade da Praia.

José Gonçalves avançou que no quadro das reformas “está contemplada a privatização, por via de concessão, da companhia gestora dos aeroportos, a qual, certamente, desempenhará um papel fulcral na materialização do ‘hub’ aéreo do Sal”, sublinhando que Cabo Verde tem hoje um sistema nacional de aviação civil consolidado e com reconhecidas competências para se desenvolver.

O governante ressalvou que o Estado de Cabo Verde vê no seu sistema de aviação civil um “pilar importante” de desenvolvimento do país e da inserção dinâmica do país na cadeia da economia global, por força “do sistema de transportes aéreos, em processo de reestruturação e privatização, um sistema aeroportuário consolidado e em processo acelerado de modernização”.

José Gonçalves enalteceu as relações bilaterais entre Angola e Cabo Verde, salientando que o memorando de entendimento e os protocolos entre a Cabo Verde Investimentos e a  TAAG e, a Agência de Aviação Civil e o Instituto Nacional da Aviação Civil de Angola, assinados, testemunham o “firme compromisso” na base de cooperação e interesses recíprocos que os dois Estados comungam.

Por sua vez, o ministro dos Transportes de Angola ressalvou que a assinatura dos memorandos de entendimento representa o relançamento de uma relação estratégica e histórica em áreas dos transportes, como sendo de “grande relevância e importância” para os dois países.

Ricardo Viegas d’Abreu considerou que a aviação civil e os transportes aéreos, assim como a área marítima e portuária representam nas económicas de Angola e Cabo Verde “áreas fundamentais e potenciadoras do desenvolvimento” de ambos os países, pelo que considera os documentos rubricados como o pontapé de saída para materialização de intenções histórias que “carecem de uma nova dinâmica”.

Para Viegas d’Abreu é fundamental que as responsabilidades dos governantes sejam de garantir as bases para o desenvolvimento das duas economias, pelo que manifestou a sua gratidão pela abertura do Governo de Cabo Verde para a materialização destes memorandos de entendimento.

O governante angolano acredita que, doravante, estão criadas as bases para que as equipas técnicas consigam, “em tempo útil e oportuno”, pôr na prática as intenções de Cabo Verde e Angola em matéria da aviação civil e transportes aéreos e também no domínio marítimo e portuário.

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