José Jorge Pina falava à imprensa após um encontro reivindicativo com o primeiro-ministro, que teve como objectivo proceder a apreciação de projectos importantes anunciados, nomeadamente, o centro de convenções, o “hub” tecnológico e o hospital de referência e apresentação de propostas de curto, médio e longo prazos para o desenvolvimento sustentável da Cidade da Praia.

Segundo o responsável da Pró-Praia, o chefe do executivo mostrou total abertura relativamente às propostas apresentadas pela associação, entendendo a mesma, entretanto, que alguns dos projectos apresentados são da alçada da Câmara Municipal da Praia.

“Exigimos que a habitação social faça parte do programa “Casa para Todos” para ser definitivamente resolvida e entregue a pessoas pobres, pedimos imediata priorização da implementação dos quatro bairros que foram prometidos para o financiamento por parte da China”, afirmou, considerando que o programa especial de habitação irá melhorar a estética e as condições de vida das pessoas.

A associação Pró-Praia, prosseguiu, exige ainda que a autarquia, à semelhança daquilo que as outras câmaras do país têm feito, no que se refere à reabilitação de moradias, passa a conceder anualmente habitações às famílias mais carenciadas, com vista a diminuir as construções clandestinas e promover a inclusão social.

O encontro com Ulisses Correia e Silva, de acordo com José Jorge Pina, serviu de igual modo para propor a alocação das actuais estruturas do Campus da Uni-CV, do Palmarejo, para a criação da escola do mar de Sotavento, uma medida que, no seu entender, irá diminuir a desemprego e promover o rendimento da classe juvenil.

“Exigimos essa escola do mar assim como também exigimos o Instituto Marítimo Portuário, portanto, com uma direcção regional já que se prevê a eliminação da Capitania de Sotavento e, mais, a eliminação da estrutura do pouco que existia na área do mar”, notou.

A Pró-Praia, segundo o seu presidente, reivindica essas valências para o porto, a autonomização final, no sentido de reverter a diminuição da actividade económica.

No que ser refere a escola do mar, José Jorge de Pina disse ter saído do encontro com o primeiro-ministro “não agradado” porque não há resposta definitiva que o projecto será implementado brevemente.

Fez saber, ainda, que a Pró-Praia propôs que seja feita a expropriação de duas faixas do Taiti para a instalação, ao longo da Av. Cidade de Lisboa, de equipamentos de lazer, espaços verdes e iluminação condizente e para realização de actividades ao ar livre, uma vez que a Cidade da Praia não tem lugares apropriados para isso.

Informou, por outro lado, que a Pró-Praia propôs ao Governo que disponibilize o espaço entre a Electra e o Arquivo Histórico Nacional para a construção do hotel de 85 milhões de euros, evitando assim que o investimento seja feito na praia da Gamboa.

José Jorge Pina congratulou-se com o anúncio da construção de um hospital de raiz na Cidade da Praia que, no seu entender, terá todas as condições e irá servir o país e melhorar a qualidade da saúde em Cabo Verde.

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