O primeiro-ministro português, António Costa, foi recebido, esta segunda-feira, pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, em Paris, onde apelou ao voto dos cidadãos nas eleições europeias e defendeu uma «coligação entre democratas e progressistas» contra a ameaça da extrema-direita.

Depois de agradecer a Emmanuel Macron «de poder falar como colegas e como amigos numa semana que é decisiva para o futuro da Europa», António Costa apelou ao voto nas eleições europeias.

«O primeiro apelo que queria deixar aos cidadãos é que participem nas eleições europeias. A Europa é algo que diz respeito a todos os cidadãos e nós precisamos de uma Europa que se reforce, uma Europa que atinja resultados, que garanta aos cidadãos a protecção necessária quanto à ameaça terrorista, que garanta a todos uma transição para a sociedade digital, que acredite na capacidade de inovação para podermos ter uma Europa com uma indústria forte e competitiva à escala global », afirmou António Costa no Palácio do Eliseu.

O primeiro-ministro português salientou ainda que a Europa precisa de «resultados na política comercial» para assegurar o «modelo social, os standars ambientais e de segurança alimentar».

«E uma Europa onde todos tenham lugar, onde se reforce a coesão social, onde se reforce a convergência económica, social e territorial entre todos nós. E que seja uma Europa que seja capaz de responder em conjunto aos grandes desafios globais como o das alterações climáticas. Temos que trabalhar em conjunto e estou certo que, tal como Portugal e a França fazem, temos de ser capazes, à escala dos 27 ou dos 28 de prosseguirmos essa trajectória. Para isso, é preciso que a democracia europeia se revitalize e o sue revitaliza a democracia europeia é a participação dos cidadãos nas eleições europeias», concluiu o primeiro-ministro.

Antes, em francês, António Costa defendeu a ideia de uma «grande coligação entre democratas e progressistas contra os que querem destruir a Europa com os nacionalismos e ameaçar a liberdade».

O Presidente francês apontou o primeiro-ministro português como «um amigo» com quem quer «construir uma nova etapa do projecto europeu», sublinhando a «escolha crítica e histórica» que têm os europeus nestas eleições.

«Trata-se de saber se queremos desconstruir o projecto europeu, regressando aos nacionalismos, ou se o queremos reconstruir com um projecto ambicioso para o século XXI num mundo cada vez mais incerto, abalado pelos riscos geopolíticos, com a China e os Estados Unidos que se impoem cada vez mais a nós», afirmou.

A visita acontece seis dias antes das eleições europeias de 26 de Maio e depois de uma mensagem de apoio gravada por António Costa ter passado num dos encontros do partido do Presidente Macron.

A lista “Renaissance”, do partido LREM, de Emmanuel Macron, está taco a taco nas sondagens com o partido de extrema-direita, Rassemblement National, de Marine Le Pen.

Depois de Paris, o primeiro-ministro português segue para Viena, na Áustria, onde vai participar, esta terça-feira, no Congresso da Confederação Europeia de Sindicatos. António Costa vai falar num painel intitulado “Do Pilar Europeu dos Direitos Sociais a um contrato social para a Europa”.

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