Em declarações à Inforpress, Sofia Branco explicou que algumas leis cabo-verdianas neste sector estão mais avançadas que Portugal, e, a título de exemplo, apontou a obrigatoriedade do Conselho de Redacção nas redacções e a substituição da nomeação de cargos de chefia por concurso.

Conforme disse, “são bons indicadores”, mas alertou para a necessidade de “maior cumprimento” dessa legislação, que “em alguns casos não é aplicada e noutros não é conhecida”.

“Há necessidade de divulgar entre os jornalistas e directores de informação dos órgãos”, precisou.

Instada sobre a organização da classe jornalista no país, a sindicalista apontou para uma “classe combativa e reivindicativa”, que conhece os seus direitos, entretanto, precisa ser “mais responsável” pelos seus deveres, ou seja, têm que respeitar a ética, visto que este é o preceito que transmite credibilidade.

Segundo disse ter constatado também, há jornalistas a exercer a profissão sem carteira profissional, porque, “ao que parece, há uma comissão de carteira que não funciona ou funciona mal”.

Nesta linha defendeu que todos que exercem sem carteira profissional “devem ser denunciados”, uma vez que “a profissão é regulamentada”.

Ajuntou ainda que os jornalistas no arquipélago são “bem formados” e são “um exemplo” no continente africano.

“Desde logo Cabo Verde é um país em que o jornalismo se exerce em democracia e em África isso é muito raro”, observou.

Sofia Branco tem agendada hoje um encontro com a Associação dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC), aberta a todos os jornalistas, e que, revelou, será um espaço para troca de experiências e orientações para implementação, em Cabo Verde, de projectos que estão em curso em Portugal.

Um dos destacados pela jornalista portuguesa é o projecto literacia para os media, que visa capacitar professores nas escolas para formarem os alunos sobre o jornalismo e os media.

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