O anúncio foi feito pelo próprio Nicolás Maduro, no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, durante um encontro com membros do seu Governo.

Vão ser beneficiados com minas de ouro apenas 17 dos 23 estados do país, ficando de fora as regiões de Nova Esparta, Mérida, Táchira e Anzoátegui, que são “governadas” pela oposição.

“Vou proceder à entrega de uma mina de ouro em pleno processo produtivo, em plena capacidade produtiva, a cada administração dos estados bolivarianos aqui presentes, para a produção de recursos em divisas (moeda estrangeira) convertíveis”, disse.

Segundo Nicolás Maduro, “é importante abrir uma nova fonte de recursos aos governadores”.

“Não fiquemos emperrados porque nos bloqueiam [desde os EUA], porque nos perseguem. Isso não me importa, continuamos em frente Venezuela e nada nem ninguém poderá deter-nos”, frisou.

A atribuição das minas de ouro será feita através do programa estatal Plano Mineiro Tricolor (amarelo, azul e vermelho, as cores da bandeira da Venezuela), no marco do programa de governo Plano da Pátria 2019-2025 e da agenda económica bolivariana, explicou.

Por outro lado, a partir de novembro as governações vão receber também um milhão de petros (moeda virtual venezuelana) bimensalmente.

A estatal Companhia Geral de Minaria da Venezuela (Minerven), encarregada do setor mineiro venezuelano, foi sancionada em março último pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e está, segundo a imprensa venezuelana, impossibilitada de comercializar o ouro venezuelano

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