Jorge Carlos Fonseca, enquanto comandante supremo das FA, por inerência de funções, disse que se deve acelerar o processo de discussão e aprovação de “instrumentos legislativos importantes” para a “alargar e consolidar” as reformas em curso no seio das Forças Armadas.

“Tenho recebido o compromisso do Governo de que este ano de 2019, num prazo curto, o Governo irá agendar o debate e aprovação destes diplomas fundamentais para as Forças Armadas”, afiançou, adiantando que no dia 15 vai presidir à cerimónia da comemoração do Dia das Forças Armadas, que este ano tem como palco a cidade do Mindelo, em São Vicente.

O Presidente da República fez estas declarações na cerimónia de apresentação de cumprimentos de ano novo do Chefe do Estado Maior das FA, Anildo Morais, à frente de uma delegação constituída por militares e civis ligados à instituição.

Enalteceu, por outro lado, a actuação das Forças Armadas cabo-verdianas no “estrito respeito dos princípios e das normas da Constituição da República”.

Apesar das dificuldades e constrangimentos de ordem financeira, apelou aos militares  a prosseguirem a sua “nobre missão”, sempre com a postura de respeito e “potenciação de credibilidade”, enquanto instituição de “natureza republicana ao serviço da Pátria e dos cabo-verdianos”.

Por sua vez, o chefe do Estado Maior, alinhando-se pelo mesmo diapasão que o Presidente da Republica, augurou que ao longo deste ano sejam “revistos e aprovados” alguns diplomas “estruturantes” que, segundo ele, se mostram necessários, nomeadamente o regulamento de disciplina militar, a lei orgânica das Forças Armadas e o estatuto dos militares.

Para Anildo Morais, a aprovação desses instrumentos legislativos daria um “novo fôlego” às FA a caminho da modernidade e “adequação fática actual”, bem como aos “desafios hodiernos na área da segurança”.

É com “satisfação” que o chefe do Estado Maior nota que as FA estão no centro das atenções, com uma “avaliação positiva”, tanto dentro da instituição como aos olhos da população, assim como dos próprios órgãos de soberania que nos últimos tempos se têm mostrado “mais virados para a instituição castrense”.

“O ano de 2019 será, com certeza, um ano de realizações e da nossa parte tudo faremos para conseguir alcançar os patamares desejados”, assegurou Anildo Morais, acrescentando que para tal a instituição gostaria de continuar a contar com apoio de Jorge Carlos Fonseca.

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