O repto foi lançado pelo Chefe de Estado, esta manhã, na cidade da Praia, momentos antes de conferir posse aos novos membros da Cruz Vermelha de Cabo Verde, eleitos na XI Assembleia Ordinária que decorreu em outubro de 2017, depois de ser questionado pelos jornalistas sobre os sucessivos casos de desaparecimentos de crianças que têm ocorrido no arquipélago nos últimos seis meses.

Jorge Carlos Fonseca manifestou a sua preocupação por mais um caso que inquieta a si mesmo e a todos os cabo-verdianos, mas apelou à serenidade e calma para que não haja situações de pânico, uma vez que se trata de mais um caso onde todos devem estar unidos.

“Temos de encontrar respostas com rapidez possível, eficiência e esperar que as autoridades competentes, nomeadamente as entidades policiais, possam desenvolver o seu trabalho de investigação, sendo que é evidente que todos os casos exigem respostas de todos nós”, precisou, assegurando que as autoridades policiais estão a trabalhar na investigação e na procura das crianças desaparecidas.

Por ser um “fenómeno novo, complexo com contorno sofisticado”, o Presidente da República disse que já é o momento das autoridades policiais e de investigação apetrecharem-se e aprimorarem os seus métodos de atuação e de investigação de modo a adaptarem-se aos novos tempos.

“Não devemos ter nenhum problema se for necessário procurar apoios no exterior, sendo que são fenómenos novos, possivelmente haverá gente que possa ter mais experiência, mais meios, conheça melhor os contornos desses fenómenos”, sublinhou, admitindo que nessas situações é preciso se preparar para o pior cenário, mas esperar sempre que as coisas corram bem.

Clarisse Mendes (Nina), de 9 anos, e Sandro Mendes (Filú), de 11, encontram-se desaparecidas desde sábado, 03, por volta das 17:00, quando saíram de casa para ir comprar açúcar, em Achada Limpo, na Cidade da Praia, e não regressaram.

Em declaração à Inforpress, na última segunda-feira, 05, Arlinda Mendes Cabral (Isa), disse que se trata de dois primos que foram criados pela mãe e pela avó, já que uma das crianças é seu filho, enquanto a outra lhe foi entregue por uma prima desde bebé.

O primeiro caso aconteceu em agosto de 2017, com Edine Jandira Robalo Lopes Soares, 19 anos, que deixou a casa em Achada Grande Frente, alegando levar o bebé para o controlo no Programa Maternoinfantil (PMI), na Fazenda, sendo que até hoje, a mãe e filho continuam desaparecidos.

Em novembro de 2017, Edvânia Gonçalves, de 10 anos, residente em Eugénio Lima, também desapareceu de forma misteriosa e até agora também não se sabe do seu paradeiro.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.