Jorge Carlos Fonseca fez essas declarações, no domingo, ao tomar conhecimento do caso de uma jovem grávida que morreu, sábado, depois de ter tido sido evacuada da ilha da Boa Vista para o Sal numa embarcação por, supostamente, a companhia aérea Binter Cabo Verde ter-lhe recusado transporte.

“O que aconteceu na Boa Vista, independentemente dos contornos precisos dos factos e do apuramento rigoroso e atempado do acontecido, é lastimável e de muita gravidade”, escreveu Jorge Carlos Fonseca.

O chefe de Estado afirmou ainda que, “não sendo um caso único, deve merecer uma atenção particular da parte do Governo” e que “uma solução precisa de ser encontrada sem mais demoras, com urgência. Seja ela definitiva – o que pode levar tempo -, seja transitória (pela via de acordos com a empresa de aviação)”.

Para Jorge Carlos Fonseca, tratando-se de questão que é atinente à vida de pessoas, “a solução deve ser encontrada rapidamente, para evitar repetição de situações verdadeiramente irrazoáveis”. “Não se pode adiar mais”, frisou.

“Já abordamos o problema com o Governo algumas vezes e por diferentes vias no sentido atrás recortado. Desde o início, desde a verificação do primeiro caso. Dentro do que cabe ao Presidente da República, voltaremos a agir para que o problema se resolva de uma forma adequada, eficiente e urgente. Será uma prioridade máxima para nós, como, aliás, tem sido, como referimos atrás”, prosseguiu o mais alto magistrado nação, antes de endereçar as condolências aos familiares da vítima.

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