Euclides Silva, que falava hoje em conferência de imprensa, em Assomada, interior de Santiago, “para repor a verdade sobre a conferência de imprensa dada na quarta-feira pelo presidente da Juventude do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (JPAI), Fidel de Pina, acusou o adversário de ter trazido à praça pública “um conjunto de inverdades”.

Na sua intervenção, este representante disse que a JPAI permaneceu “calada” durante a governação do PAICV (hoje na oposição), considerando que a organização política juvenil foi “cúmplice de desmandes” do executivo de José Maria Neves, sobretudo no último mandato”.

O responsável da juventude partidária referiu ainda que a ‟JPAI hoje não tem qualquer actividade útil em prol da juventude cabo-verdiana”.

Segundo o presidente da Juventude do Movimento para a Democracia (JpD), uma das “inverdades” ditas por Fidel de Pina foi que o programa de estágio profissional já existia no país muito antes de o MpD assumir o poder em 2016.

A percentagem do desemprego jovem, 43%, é para o presidente da JpD “uma outra inverdade” que o líder da JPAI insiste em repetir”.

Euclides Silva lembrou, a propósito, que, segundo dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), apenas 28% dos jovens cabo-verdianos estão desempregados.

“Acho que é uma desonestidade intelectual tremenda, um líder de uma juventude partidária aparecer na televisão, sistematicamente, a repetir dados que ele sabe claramente que são falsos”, frisou.

Quanto à afirmação feita pelo presidente da JPAI, relacionada com a existência de comissários políticos” que se encontram neste momento nas instituições que lidam com políticas de emprego, Euclides Silva considerou que todo o “cidadão tem o direito de opinar, participar na vida política”, independentemente de sexo, idade e que o mesmo “está plasmado na Constituição de 1992”.

Desse modo, a mesma fonte frisou que o país tem regras e que o presidente da JPAI “não pode ir à Comunicação Social tentar condicionar a liberdade de escolha de qualquer dirigente da Administração Pública”.

Nesta sequência, afirmou este líder jota que “não há nenhum” dirigente do sector ligado ao emprego que é dirigente do Movimento para Democracia (MpD- poder) ou do JpD. Disse ainda, sublinhando que esta prática vergonhosa” existia no passado, referindo-se à governação do PAICV, embora não tenha mencionado o nome do partido.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.