Algumas praias balneares e zonas marítimas do País vão ser reabertas “brevemente” ao público, mas com algumas proibições, que passam a vigorar a partir de agora, conforme informações avançadas hoje, no Mindelo, pelo capitão dos Portos.

Com o fim do estado de emergência na maioria das ilhas e considerando a situação epidemiológica face à COVID-19, justificam a alteração de restrições de acesso às praias impostas em Março pelo Instituto Marítimo e Portuário (IMP), assinalou Aguinaldo Lima, em conferência de imprensa na tarde de hoje, no Mindelo.

Sendo assim, segundo a mesma fonte, as autoridades permitirão a partir de agora o acesso das pessoas às estâncias balneares e zonas marítimas balneares para fins terapêuticos e de lazer, mas sujeitos ao cumprimento de normas de proteção sanitária.

Vai ser permitido a prática de atividades de natação e banho, de pesca de lazer e lúdica e pesca lúdica submarina, prática de atividade física e desportiva em modo individual, tais sejam caminhadas, corridas e treino funcional, desde que sejam respeitadas as regras de distanciamento de dois metros, no mínimo.

Mais ainda, será permitida a prática de atividades náuticas desportivas, também com distanciamento de dois metros no mínimo.

No entanto, conforme o capitão dos Portos, ficam ainda proibidas certas atividades, entre as quais comercialização de bebidas e comidas, piqueniques, passeios e convívios diversos, utilização de equipamentos sonoros, utilização e permanência em tendas coletivas, práticas de jogos de carácter coletivo, prática de atividades em que haja troca de materiais e equipamentos e utilização de ginásios e parques fitness.

“Essas regras, que perdurarão enquanto houver risco de contágio, visam estabelecer estilos de conduta e de utilização das aludidas praias e zonas marítimas balneares, de forma aprazível e segura, permitindo assim que se conviva com o vírus em condições de risco mais reduzido”, explicou o responsável, adiantando que a fiscalização para o cumprimento dessas normas ficam a cargo da autoridade marítima nacional, Polícia Nacional, Polícia Marítima e nadadores-salvadores.

Aguinaldo Lima asseverou ainda que algumas praias continuam interditadas “até que as condições de segurança o permitem”.

Entre estas algumas que estão fora do perímetro urbano e sem fiscalização permanente, situadas nas ilhas fora do estado de emergência, com excepção da Boa Vista.

A situação de Boa Vista, ajuntou, deverá ser revista após dia 29 de Maio, data indicada para o fim do estado de emergência na ilha de Santiago,

O técnico de Segurança e Salvamento no Meio Aquático, Jandir Lima, também presente na conferência, por seu lado, assegurou terem sido englobadas 99 praias em todo o território cabo-verdiano, das quais 31 estão com livre acesso, embora com algumas proibições, 61 ficam interditadas e sete são exclusivas para prática de atividades náuticas e desportivas.

As praias a que serão concedidas acesso são a praia da Laginha, praia de Cova Inglesa, Baía das Gatas, São Pedro, Calhau e Salamansa (São Vicente), praia de Curraletes, Caizim, Armazém, Tarrafal de Monte trigo, sinagoga, Praia de Ponta d´Sol, Paul e Janela (Santo Antão), Praia d´Tedja, Campo Pedrada, e Prainha (São Nicolau).

Constam ainda Santa Maria, Pedra Lume, Palmeira, Murdeira, Ponta Sinó, Praia António Sousa e Algodoeiro (Sal), Fonte Bila, Mermolano, Salina e Mosteiros (Fogo),  Cadjetinha e Arrastador de Furna (Brava).

A ilha do Maio terá uma única praia livre, que é a de Bitch Rotcha.

Aguinaldo Lima adiantou que o acesso a estas será liberado após a publicação do regulamento no Boletim Oficial, que esperam que aconteça até sexta-feira e que as normas entrem em vigor até sábado.

O IMP apela à população o cumprimento das normas para evitar sanções e coimas, que podem ir de cinco mil escudos a 25 mil escudos.

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