Em entrevista à Inforpress, o autarca da capital enumerou obras nas localidades de Fonton/Cobom, recentemente inauguradas, e construções em curso, nomeadamente de drenagem nos bairros de Moinhos, Pensamento, Tira-Chapéu e Fundo Calabaceira, avaliadas em mais de 90 mil contos, como forma de tornar a cidade mais resiliente e inclusiva.

Realçou que a câmara já construiu a rede de esgotos e ligação de água em Calabaceira, orçada em 35 mil contos e que o bairro de Meio de Achada está a ser alvo de uma “intervenção de fundo”, que passa pela ligação da rede esgoto, ligação de água e pedonal, no quadro de obras que vão acontecendo na cidade, onde disse existir, actualmente, cerca de 40 frentes de trabalho.

Para Agosto/Setembro, o edil praiense projectou o início de novas obras nas localidades como Ponta d’Água, Zona Quatro, Achada São Filipe, Lém Ferreira, Simão Ribeiro, Alto da Glória, Achada Frente e Trás, no âmbito de um programa com o Governo para o biénio 2019/2020, que vai ser marcado por obras de acessibilidades, construção de casas de banho e reabilitação de habitações.

Para a parte histórica do Platô, Óscar Santos revelou que a primeira fase da pedonal vai ser “brevemente” inaugurada, e que as obras na parte sul, a Rua do Hospital, a Praça, Miradouro do Liceu Domingos Ramos e a floresta urbana estão em fase de conclusão.

Calcetamentos em curso e pedonais em quase todos os bairros são referenciados pelo edil como obras que, à semelhança das já projectadas para Safende, Moinho, e Várzea, contribuam para que a cidade da Praia respire de alegria, sublinhando que as intervenções camarárias são extensivas à Praia rural.

Neste capítulo, enumerou intervenções já realizadas em São Francisco e Portete, que passaram a contar com estradas de acessibilidade, ao mesmo tempo que anunciou a construção, para o próximo ano, do campo de futebol relvado em São Francisco, além de intervenções programadas em Matão e São Martinho.

Quanto ao actual Mercado de Sucupira, o autarca revelou que vai ser desactivado e, enquadrado numa nova centralidade a ser criada na Avenida Cidade de Lisboa, conjuntamente com o novo Liceu da Várzea, a Praça Amílcar Cabral e o “enorme” templo da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias que, em África, apenas existem três desta dimensão, na Nigéria, África do Sul e no Gana, numa transformação da baixa da cidade.

A desactivação do maior mercado da capital, de acordo com o edil praiense, vai acontecer só depois do término das obras do Mercado Coco, que “sempre tiveram problemas de complexidade”.

Garante que as obras neste mercado vão ser retomadas em Julho para que dentro de 14 meses os trabalhos sejam, devidamente “construídos e bem feitos” capacitado para albergar cerca de 800 vendedeiras.

O presidente da Câmara Municipal da Praia afiançou que o espaço Sucupira foi uma solução encontrada há mais de 20 anos, mas que não foi boa decisão, porquanto as pessoas estão a vender em condições higiénicas não recomendáveis num espaço exíguo.

No campo cultural avivou que a Cidade da Praia fez jus por merecer o estatuto de “Capital da Cultura de Cabo Verde”, e que a sua dinâmica fez deste concelho membro da Rede Mundial das Cidades Criativas de Unesco, considerada a cidade mais “cool” da África e capital da Cultura da CPLP para os próximos dois anos.

Apontou ainda a realizações de actividades como o Festival de Gamboa, o Atântic Music Expo, o Krioll Jaz Praia como eventos que já marcam a cidade e o país.

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