"Queremos assegurar que o Zimbabué vai realizar eleições livres, justas e credíveis, que devem permitir que o país se junte aos estados qualificados como democráticos", afirmou Emmerson Mnangagwa, falando durante um almoço com o seu homólogo moçambicano, Filipe Nyusi.

Mnangagwa realizou hoje uma visita de trabalho a Moçambique, a primeira ao país desde que assumiu a função na sequência da destituição de Robert Mugabe em novembro do último ano.

O chefe de Estado zimbabueano adiantou que o país vai respeitar as normas da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) sobre as eleições, como forma de assegurar a legitimidade do processo.

Emmerson Mnangagwa considerou pacífica a saída de Robert Mugabe do poder, após 27 anos no comando do país, assinalando que o ex-chefe de Estado é um ícone da liberdade para o Zimbabué e para o continente africano.

"Queremos assegurar que a transição pacífica que atingimos foi consolidada com o respeito pelo pai da nação, o camarada Robert Gabriel Mugabe, um ícone revolucionário, não só para o Zimbabué, mas também para o continente", declarou Mnangagwa.

Robert Mugabe foi obrigado a abdicar do poder em novembro, na sequência de uma intervenção militar que resultou na subida de Emmerson Mnangagwa ao poder.

O presidente interino afirmou que a visita a Moçambique se insere num périplo pelos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), os quais pretende informar sobre a situação política no Zimbabué.