Em declarações à Inforpress, no final do encontro, o vice-presidente do partido, Felisberto Semedo, adiantou que neste momento o partido está a trabalhar na preparação tendo em vista a sua primeira participação nas eleições autárquicas em Cabo Verde.

“Nós estamos a trabalhar na preparação das eleições e, neste momento, está certo que vamos apresentar candidaturas nos municípios da Praia e de São Vicente.

Posteriormente, prosseguiu, decidir-se-á sobre os outros concelhos”, tendo em conta que, apesar de não ter concorrido para o círculo de São Vicente nas eleições legislativas de 2016, o partido está a criar as bases para os próximos embates eleitorais nessa região.

“Nos já fizemos vários contactos e estamos a preparar-nos fortemente para que no ano 2020 possamos apresentar a candidatura no Mindelo”, indicou.

Durante já a habitual reunião quinzenal, os populares analisaram a questão da regionalização e aconselharam o Governo a arrepiar caminho e aguardar esse processo para a próxima legislatura, já que, conforme indicou, a regionalização só será benéfica para Cabo Verde se for levada a cabo no âmbito de uma ampla reforma do Estado.

Conforme explicou Felisberto Semedo, a efectivar-se nos moldes em que está a ser proposto pelo Governo a regionalização será “catastrófica para” o país.

“O PP entente que este não é o momento mais oportuno para se avançar com a regionalização. Todos sabem que temos uma máquina do Estado muito gorda. Temos 72 deputados e cada um deputado tem um salário, incluindo os subsídios, à volta de 345 mil escudos mensais. Temos 22 municípios e com mais 10 governos regionais e as respectivas assembleias a funcionarem será muito pesado para o país”, sustentou.

O vice-presidente do PP entende, por isso, que o Governo deve repensar e estudar melhor a reforma do Estado e depois avançar com o processo da regionalização.

Outro assunto analisado tem a ver com o mau ano agrícola. Neste sentido, retirou a sua proposta de se apostar na dessalinização de água para agricultura e incitou ao Governo a retirar do papel esse projecto, utilizando as energias renováveis e mais concretamente a energia fotovoltaica.

“Cabo Verde tem muito mar e temos muito sol e vento e a dessalinização de água é uma prática que se faz em qualquer país insular. Portanto, chegou a hora de metermos a mão na massa e aproveitar os nossos recursos”, disse, indicando que já é hora de se acabar com as desculpes de falta de chuva.

O PP analisou também a situação que veio a ser criada com a cobrança da taxa de segurança aeroportuária (TSA). Segundo Felisberto Semedo, a cobrança dessa taxa nos aeroportos tem gerado muita confusão com longas filas nos aeroportos, o que na sua perspectiva poderá ter implicações na redução do número de turistas.

“Quando um turista tem de passar duas horas nas filas, no aeroporto, para fazer o pagamento da TSA, claro está que poderá não querer voltar. Por isso, nós entendemos que esta situação não abona em nada o desenvolvimento do turismo em Cabo Verde”, disse, sugerindo que as taxas sejam cobradas pelas agências de viagens no momento da venda dos bilhetes.

Inforpress/fim

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