João Bernardo, que chefia uma delegação que se encontra em Cabo Verde para fazer, junto das autoridades cabo-verdianas, um levantamento das necessidades e oportunidades de cooperação concreta no domínio de energia, frisou que tanto Portugal como Cabo Verde estão à procura de soluções dentro de um cenário transição energética a caminho de um desenvolvimento sustentável.

Soluções, que conforme frisou, passam pela utilização massiva de energias renováveis.

“Nós temos conhecimento que Cabo Verde, tal como Portugal, tem uma dependência muito grande de produtos petrolíferos e das energias fósseis e, portanto, estamos os dois a tentar encontrar soluções que utilizem formas mais sustentáveis de utilizar a nossa energia, por um lado, e, por outro, de formas também que permitam baixar os cursos da energia”, disse.

Neste sentido, adiantou que Portugal pode oferecer a Cabo Verde parcerias na área da formação e capacitação de técnicos, como também a nível de mobilização de fundos para financiamento necessários.

“Há essa possibilidade quer no âmbito do financiamento nacional, porque Portugal tem fundo de financiamento para fazer este apoio na área de cooperação, mas encontrar também fundo de financiamento a nível europeu, a nível também do Banco Europeu de Investimentos com os quais temos também parcerias e com os quais temos contactos”, disse.

João Bernardo afirmou que a intenção não é de vir à procura de projectos, mas sim ver projectos a médio e longo prazos, ou seja, perceber o que é Cabo Verde quer ser para daqui a 10/15 anos, para onde está a caminhar para depois construir projectos para chegar lá.

“Queremos uma cooperação forte e estruturada e não apenas de uma forma pontual. Esse é o objectivo desta missão”, sustentou.

Hoje, a delegação visitou o Centro de Energia Renováveis e Manutenção Industrial (CERMI).

Durante a visita foi assinado um protocolo entre o centro cabo-verdiano e o Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial (INEGI) para colaboração na área de especialização de quadros, desenvolvimento de investigação e projectos conjuntos de consultoria à CEDEAO.

João Bernardo adiantou que mesmo da parte de Direcção de Energia há abertura para uma parceria forte com o CERMI, nomeadamente a nível do intercâmbio e acolhimento dos formandos.

Inforpress/fim

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