“Tive mesmo agora [uma chamada telefónica] com o meu colega cabo-verdiano, o ministro dos Negócios Estrangeiros e das Comunidades de Cabo Verde [Luís Filipe Tavares], que justamente me queria informar do facto de Cabo Verde ter sido assolado por chuvas torrenciais e por os seus efeitos, designadamente na Cidade da Praia, serem muito graves”, disse à Lusa Augusto Santos Silva.

O chefe da diplomacia portuguesa falava à margem da tomada de posse de Cristina Moniz para o cargo de vice-presidente do conselho diretivo do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, uma cerimónia realizada hoje, na sede do instituto, em Lisboa.

O ministro acrescentou que há contactos entre as autoridades portuguesas e cabo-verdianas para que seja realizado um “trabalho conjunto”.

“Estabelecemos condições para que haja trabalho conjunto das nossas autoridades de cooperação e proteção civil com as de Cabo Verde, para ver que tipo de apoio podemos dar nesta hora difícil”, concluiu Augusto Santos Silva.

As fortes chuvas que caíram na Praia, sobretudo na madrugada de sábado, provocaram enxurradas, cheias, desabamentos e destruição de estradas e outras vias de acesso um pouco por toda a capital. Numa das enxurradas, um bebé de seis meses foi levado pelas águas e morreu.

Ainda na capital, dezenas de famílias foram realojadas nas últimas horas pela proteção civil.

O vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, admitiu hoje a necessidade de recorrer ao apoio de parceiros internacionais para recuperar a destruição provocada na Praia por estas cheias e enxurradas.

A capital cabo-verdiana necessita de investimentos de 2,3 milhões de euros para “repor a normalidade”, após as consequências das fortes chuvas.

JYO (PVJ) // LFS

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.