Mike Pompeo, que falava numa conferência de imprensa no Ministério das Relações Exteriores (Mirex), salientou que a sua visita a Angola acontece num momento chave da história do país.

Elogiando o “excelente trabalho” do Presidente João Lourenço nos seus primeiros dois anos e meio de mandato, para tornar a corrupção “num fantasma do passado”, Mike Pompeo considerou que se trata de um problema que tem travado o potencial do país “durante demasiado tempo”.

“[João Lourenço] aumentou a transparência, obrigou as instituições financeiras a limpar os seus balanços e perseguiu os maus actores. Estou optimista que continuará a libertar Angola da corrupção”, enfatizou.

O responsável pela diplomacia dos Estados Unidos da América (EUA) afirmou também que todos estavam preparados para a visão de João Lourenço de uma “nova Angola”.

“Governo, empresários, sociedade civil e o excelente povo angolano estavam claramente preparados para um mudança e queriam relacionar-se com os países ocidentais e democráticos de uma forma que não era possível até há alguns anos. É por isso que aqui estou”, destacou Pompeo, acrescentando a vontade dos EUA de “criarem parcerias” com uma Angola que vê, no futuro, como “soberana, próspera e pacífica”.

Mike Pompeo declarou-se também “encorajado” pela determinação do Governo angolano em privatizar 195 empresas e activos do Estado que irão atrair investimento privado.

Se a nova lei do investimento for bem aplicada, notou, “muitos mais investimentos norte-americanos e ocidentais” virão para “criar riqueza, empregos e oportunidades para os angolanos”.

O que ajudará também o povo angolano a desenvolver os seus recursos, diversificar a economia e a desenvolver os sectores da agricultura, turismo e tecnologia, disse.

O líder da diplomacia norte-americana falou igualmente sobre as parcerias norte-americanas já existentes na área da saúde e economia e assinalou que os EUA querem também reforçar a cooperação na área da segurança.

Pompeo sublinhou ainda que os investimentos norte-americanos são “transparentes e claros” e que o objectivo é trazer dinheiro para beneficiar o povo angolano, tendo em conta as “enormes oportunidades” existentes, que podem contribuir para que Angola diversifique uma economia até agora quase exclusivamente assente no petróleo.

Antes do encontro com o seu homólogo angolano, Manuel Augusto, o secretário de Estado norte-americano foi recebido por João Lourenço, no Palácio Presidencial da cidade alta.

Segundo a agência noticiosa angolana, Angop, Mike Pompeo esteve ainda com um grupo de seis mulheres empreendedoras angolanas capacitadas nos EUA, numa iniciativa que promove o profissionalismo.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.