Ulisses Correia e Silva fez essas considerações quando falava no acto de assinatura do contracto de privatização, após a venda de 51% das acções da Transportadora Aérea Cabo-verdiana (TACV), na tarde desta sexta-feira, entre o Governo e o parceiro estratégico Loftleidir Cabo Verde.

Referiu apenas que a companhia de bandeira, saudável do ponto de vista financeiro, eficiente do ponto de vista operacional e rentável do ponto de vista comercial, é “fundamental para operacionalizar o hub aéreo”.

E para que isso aconteça, o primeiro-ministro realçou que é preciso reestruturar e sanear financeiramente a TACV e escolher um parceiro estratégico credível, com experiência, conhecimento e vivencia no negócio de hub aéreo.

Com esta privatização, avançou, crescerão as oportunidades de emprego e de desenvolvimento de competências para as diversas profissões e funções relacionadas com os transportes aéreos.

“Com a privatização da TACV, mudamos de paradigma, com a redefinição clara dos papéis dos diversos actores, fazendo com que a Cabo Verde Airlines se rege de critérios de rentabilidade e sustentabilidade do negócio para crescer (…), reajustamento da regulação às novas exigências do mercado (…) e o Estado que deixa de confundir política de transportes com a gestão da companhia de bandeiras (…)”, explicou.

Ulisses Correia e Silva explicou que com base no quadro estabelecido nas negociações com o parceiro estratégico ficou acordado a possibilidade de haver voos ponto a ponto Praia/Lisboa; Praia/Boston e Vicente/Lisboa, desde que sejam rentáveis.

De acordo o primeiro-ministro, com a privatização, o governo manteve a marca da companhia de bandeira com denominação Cabo Verde Airlines, evidenciando a notoriedade e promoção do país, e a valorização de 60 anos de experiência na aviação com a fundação da TACV.

A par isso, anunciou que o governo, em parceria com os bancos, vai acordar uma linha de crédito para a formação de pilotos.

Conforme Ulisses Correia e Silva, no quadro da privatização, vai ser alienado 10% por cento do capital social dos TACV, ainda este ano, a favor dos trabalhadores e emigrantes.

O vice-presidente da Loftleider Icelandic, pertencente ao grupo Icelandair, Erlendur Svavarsson, ao usar da palavra disse que a missão do grupo é “colocar Cabo Verde no mundo”, com voos que ligam diversos países e continentes ao arquipélago.

Erlendur Svavarsson sublinhou, por outro lado, que o grupo perspectiva a compra de três aparelhos no primeiro ano de actividade e um aumento gradualmente, ao longo dos anos.

Cabo Verde Airlines é uma empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF e em 30% por empresários islandeses com experiência no sector da aviação.

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