Ulisses Correia e Silva fez esta afirmação em declarações à imprensa, após o encerramento da cerimónia de comemoração do 13 de Janeiro, e quando convidado a comentar as declarações do Presidente da República quanto à excessiva dependência do país face ao turismo.

O 13 de Janeiro, que já é feriado nacional, é a data em que, pela primeira vez, em 1991, os cabo-verdianos exerceram o seu direito de voto nas primeiras eleições multipartidárias, após 16 anos em regime de partido único.

“Sabemos que temos um nível do peso de turismo de cerca de 25% do PIB, mas é preferível ter essa situação e depois diversificarmos e aumentarmos o nível de penetração de outros sectores do que não ter nada”, disse.

Conforme o executivo cabo-verdiano, o Governo está a trabalhar para que isso venha a acontecer, tendo estado a alargar o turismo e outros serviços a outras ilhas, assim como maior oferta a nível da agricultura, entretenimento e lazer.

Sublinhou ainda que o país vai apostar em sectores ligados à economia marítima e outros sectores para diversificar, sustentando, por outro lado, não haver hipótese de um país como Cabo Verde ter um sentido de economia fechada.

“Os capitais, a tecnologia, o conhecimento, o empreendedorismo e a capacidade de investimento estão no mundo e temos de tirar maior proveito disto tudo para este país”, acrescentou.

Ainda no que toca a algumas preocupações elencadas pelos partidos políticos, Ulisses Correia e Silva considerou serem preocupações convergentes, que servem para afirmar um país jovem e resiliente no mundo.

Apelou aos cabo-verdianos a orgulharem-se do percurso histórico do país, uma Nação segundo ele, resiliente, relativamente, ao seu percurso histórico.

Instado a comentar sobre a manifestação silenciosa realizada sábado em memória do jovem cabo-verdiano morto em Portugal, adiantou que as manifestações são produto da liberdade e da democracia, pelo que devem ser realizadas no quadro das regras e das leis.

“Não devemos utilizar momentos como esses para tentar criar apelos irracionais, intolerâncias ou situações que possam ser mais graves, relativamente, com o relacionamento com os órgãos de soberania”, concluiu.

Por ser considerado um povo tranquilo e pacífico, o Chefe do Governo diz esperar que essa confiança continue a vincar no essencial nas relações sociais no país.

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