Numa carta dirigida à eurodeputada socialista, o presidente do partido, Amândio Barbosa Vicente, endereça em "nome pessoal e de muitos cabo-verdianos" um "muito obrigado".

O posicionamento do PP surge após uma comunicação de Ana Gomes às instâncias europeias sobre suspeitas de favorecimento ao ex-embaixador na compra de um terreno na cidade da Praia, posição que foi criticada pelo partido que apoia o Governo (MpD) e apoiada pelo maior partido da oposição (PAICV).

A autarquia da Praia negou hoje qualquer favorecimento ou informação privilegiada sobre a disponibilidade do terreno ao ex-representante da UE em Cabo Verde, tendo divulgado o contrato e o comprovativo de pagamento do mesmo.

"Fez o melhor para o martirizado povo destas ilhas [...] Esteja convicta de que quem denúncia a suspeita de corrupção presta um serviço público relevante", considerou Amândio Barbosa Vicente.

"É uma pena que a comunidade internacional tem feito vistas grossas com o nível da corrupção instalado em Cabo Verde. O que denunciou é apenas uma ponta do iceberg neste mar de corrupção. Tivéssemos uma justiça independente e atuante [...] teríamos muitos agentes públicos na prisão em decorrência da falta da lisura e probidade na condução dos negócios públicos em Cabo Verde", sublinhou.

O Partido Popular de Cabo Verde é a quarta maior força política de Cabo Verde, não tem representação parlamentar e tem-se destacado pela denúncia de suspeitas de corrupção na administração pública.

Nas legislativas de 2016, obteve 0,34% dos votos dos eleitores cabo-verdianos.