Segundo Ulisses Correia e Silva, citando dados de um grupo hoteleiro, em 2016 essas aquisições situavam-se nos 12%, evoluindo para 18% em 2018.

O chefe do Governo fez essas considerações na abertura do debate parlamentar mensal sobre o impacto do desenvolvimento do país.

De acordo com o primeiro-ministro, a penetração dos produtos nacionais no mercado hoteleiro ficou a dever-se à “certificação” dos produtos de duas das maiores empresas de produção de ovos, as quais passaram de uma produção de 18 milhões, em 2016, para 26 milhões em 2018.

“Estamos apostados em aumentar a penetração dos produtos nacionais no mercado turístico”, prometeu Correia e Silva, garantindo que o Ministério da Agricultura e Ambiente “está a trabalhar nesse sentido”.

Anunciou, por outro lado, que está em curso um projecto de competitividade financiado pelo Banco Mundial no valor de cinco milhões de dólares, que vai dotar o país de um estudo de avaliação ambiental e social do sector do turismo, assim como grandes opções do plano estratégico do desenvolvimento do turismo sustentável, Código do Turismo e a criação do Instituto do Turismo.

Para o primeiro-ministro, essas ferramentas são “essenciais” para direccionar o turismo para “mais qualidade e sustentabilidade ambiental”.

“As diversas regiões do país vão ser dotadas de planos de desenvolvimento turístico”, indicou o primeiro-ministro, acrescentando que o seu Governo “não quer reproduzir o modelo de turismo que faz crescer exponencialmente zonas de barracas”.

Assim, prossegue Correia e Silva, o Governo está a investir 1,8 milhões de contos para dar “qualidade e dignidade” às zonas de barracas nas ilhas da Boa Vista e Sal.

No âmbito da política de transportes disse que o Governo vai aprovar uma lei que define a metodologia de sistema tarifário que melhor satisfaça as “especificidades das ilhas”, particularmente as de “pequena população e baixo rendimento per capita e fraco fluxo turístico, como São Nicolau e Maio”.

Para o chefe do Governo, está-se a aplicar parte dos recursos do Fundo do Turismo e do Fundo do Ambiente para a “qualificação”, em parceria com as câmaras municipais, das cidades e localidades, com vista a transformá-las em “lugares atractivos” para viver e visitar.

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