O PAICV encara o convite para participar nas eleições gerais em Angola, como observador internacional, “uma manifestação de confiança e reconhecimento” enquanto partido democrático e ao País, mas também um sinal do reforço de cooperação entre os dois países.

O vice-presidente do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Rui Semedo, descreve Angola como um país amigo, que tem um percurso conjunto com Cabo Verde, no âmbito do qual integram os PALOP e a CPLP, “(…) por um percurso comum de luta para a afirmação e emancipação dos povos”.

De acordo com este dirigente político, os dois países gozam de uma relação de cooperação intensa, realçando que o PAICV vai participar nestas eleições gerais de 23 do corrente, “para valorizar este percurso” e dignificar as relações existentes entre os dois países.

Rui Semedo deixa claro que o PAICV não interfere nas relações internas dos países, alegando que caberá, no âmbito das disputas internas, os partidos se pronunciarem sobre eventuais ilegalidades no processo, e que o PAICV, na qualidade de observador “não tem comentários a fazer”.

“Do nosso ponto de vista o papel é de acompanhar as eleições que aguardamos que sejam eleições muito participadas, que envolvam os angolanos e que sejam justas, livres e transparentes, mas que permitam aos angolanos escolher os seus representantes de acordo com a sua consciência e com a avaliação que fazem dos seus partidos políticos”, notou.

O PAICV vai estar representado nas eleições gerais em Angola, na qualidade de observador internacional, pelos vice-presidentes Rui Semedo e João Baptista Pereira.

SAPO c/Inforpress